As faltas trifásicas e fase-terra dependem respectivamente das seguintes componentes simétricas:
- A)(positiva) e (positiva e negativa).
Errada: a falta trifásica não envolve componente negativa, e a falta fase-terra não se limita à positiva e negativa.
- B)(positiva, negativa e zero) e (positiva).
Errada: a falta trifásica não usa as três componentes, e a falta fase-terra não depende só da positiva.
- C)(positiva) e (positiva, negativa e zero).
Certa: falta trifásica usa apenas a componente positiva, enquanto falta fase-terra envolve positiva, negativa e zero.
- D)(positiva e negativa) e (positiva).
Errada: a falta trifásica não depende de positiva e negativa, e a falta fase-terra não é só positiva.
- E)(positiva) e (positiva e zero).
Errada: a falta trifásica não se limita à positiva, e a falta fase-terra também exige a componente negativa, não apenas positiva e zero.
Gabarito: C
Na análise de sistemas elétricos de potência, as componentes simétricas ajudam a enxergar qualquer conjunto trifásico desequilibrado como a soma de três “lentes”: componente positiva, negativa e zero. A componente positiva representa o sistema equilibrado normal, a negativa aparece no desequilíbrio com sequência invertida e a zero surge quando existe retorno pelo neutro/terra. Em faltas, isso faz toda a diferença porque cada tipo de curto “enxerga” um conjunto de componentes diferente. Na falta trifásica, o sistema continua simétrico entre as fases, então só a componente positiva participa da análise. É o curto mais “bonitinho” do ponto de vista matemático, porque não cria desequilíbrio entre as fases. Já a falta fase-terra é bem mais bagunçada: ela envolve desbalanço forte e caminho pelo terra, o que faz aparecer as três componentes simétricas ao mesmo tempo, positiva, negativa e zero. Por isso o gabarito é a letra C. Em resumo: falta trifásica depende apenas da componente positiva; falta fase-terra depende das componentes positiva, negativa e zero. Esse é um resultado clássico da teoria de Fortescue, muito cobrado em Análise de SEP.