Um curto-circuito entre duas fases, sem qualquer impedância de contato entre elas, depende somente da(s) sequência(s)
- A)positiva.
Errada, porque uma falta entre duas fases não pode ser descrita apenas pela sequência positiva; a sequência negativa também participa.
- B)negativa e zero.
Errada, porque a sequência zero não entra nesse tipo de curto sem contato com terra ou neutro.
- C)positiva, negativa e zero.
Errada, porque mistura uma sequência que não participa do defeito, a zero, com as que realmente entram.
- D)positiva e negativa.
Certa, porque o curto entre duas fases sem impedância de contato depende das sequências positiva e negativa.
- E)negativa.
Errada, porque a sequência negativa sozinha não explica a falta entre fases, que também envolve a sequência positiva.
Gabarito: D
Em análise de sistemas elétricos de potência, os faltas são muitas vezes resolvidas pelo método das componentes simétricas. A ideia é simples: você decompõe qualquer conjunto desequilibrado em três “mundos” de sequência - positiva, negativa e zero - e vê quais deles participam do defeito. No curto-circuito entre duas fases, sem impedância de contato, não existe caminho para corrente de sequência zero, porque não há retorno pelo neutro ou pela terra. Então essa sequência fica de fora. Já as sequências positiva e negativa aparecem juntas para “fechar” a condição de desequilíbrio criada entre as duas fases. Por isso, o defeito entre fases depende somente das sequências positiva e negativa. A alternativa D está correta exatamente por isso. Em termos de teoria clássica de SEP, isso é resultado direto das relações de corrente e tensão nas componentes simétricas para faltas fase-fase idealizadas, como tratado em livros tradicionais de proteção e análise de faltas, como Stevenson e Grainger & Stevenson.