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Engenharia Elétrica · FGV · 2022

Questão comentada de Engenharia Elétrica

Uma instalação fabril hipotética paga mensalmente multa por consumo reativo excedente. Na análise da fatura de energia da instalação, é verificado que o consumo de energia ativa mensal é 600 kWh e que o consumo de energia reativa mensal é 800 kVArh. Para um mês comercial de 200 horas e considerando que os consumos mensais de potência ativa e reativa não oscilem ao longo dos meses do ano, a potência do banco de capacitores para corrigir o fator de potência para 0,92, em kVAr, é aproximadamente: Dados: cos-1 (0,92) = 23º sen(23º) = 0,39 tan(23º) = 0,42

Gabarito: D

Em questões de banco de capacitores, o caminho é sempre o mesmo: transformar energia mensal em potência média. Se a instalação consumiu 600 kWh em 200 horas, a potência ativa média foi 3 kW. Se consumiu 800 kVArh no mesmo período, a potência reativa média foi 4 kVAr. Agora entra a ideia central: para corrigir o fator de potência, o capacitor precisa “compensar” parte da potência reativa indutiva da carga. Ou seja, você não troca a potência ativa, você reduz a reativa vista pela rede. Aqui, o fator de potência desejado é 0,92, e o enunciado já fornece o ângulo correspondente: 23 graus, com tan(23 graus) = 0,42. Logo, a reativa que a instalação deve apresentar após a correção é Qfinal = P x tan(23 graus) = 3 x 0,42 = 1,26 kVAr. Como antes havia 4 kVAr, o banco de capacitores deve fornecer 4 - 1,26 = 2,74 kVAr. Por isso o gabarito é a letra D, e o sinal é capacitivo, porque o banco está justamente ajudando a “anular” a parcela indutiva excedente da instalação. Em termos práticos, é a típica conta de fator de potência que aparece em cobrança de energia reativa excedente, muito comum em instalações industriais.

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