Um circuito monofásico composto de fase, neutro e terra que alimenta um equipamento de 8kVA com tensão de 200V possui uma queda de tensão unitária de 5V/(A.km). O comprimento máximo desse circuito para que a queda de tensão não seja superior a 1% é de
- A)5m.
Errada, porque 5 m corresponderiam a uma queda menor do que a máxima permitida de 1%.
- B)10m.
Certa, pois a corrente é 40 A e a queda máxima é 2 V, levando a um comprimento de 0,01 km, isto é, 10 m.
- C)15m.
Errada, porque 15 m excedem o comprimento máximo calculado para manter a queda de tensão dentro do limite.
- D)20m.
Errada, pois 20 m gerariam uma queda de tensão superior a 1% da tensão nominal.
- E)25m.
Errada, porque 25 m aumentariam ainda mais a queda, ultrapassando o valor admissível.
Gabarito: B
Quando a questão fala em queda de tensão unitária, ela está dizendo quanto o circuito “perde” de tensão para cada ampere e para cada quilômetro. Aqui, a unidade é 5 V/(A.km), então basta multiplicar esse valor pela corrente e pelo comprimento para achar a queda total. É uma conta clássica de dimensionamento de circuitos, bem no estilo FGV: simples na fórmula, traiçoeira na pressa. Primeiro, você acha a corrente do equipamento. Como a carga é de 8 kVA em 200 V, a corrente vale 8000/200 = 40 A. Depois, a queda máxima permitida é 1% de 200 V, ou seja, 2 V. Agora entra a fórmula da queda: 5 x 40 x L = 2, com L em km. Daí, L = 2/200 = 0,01 km, que corresponde a 10 m. É por isso que o gabarito é a alternativa B. Em provas de instalações e circuitos, esse tipo de cálculo segue a lógica das normas de instalações de baixa tensão, especialmente a ABNT NBR 5410, que trata dos limites de queda de tensão admissíveis no projeto.