Para uma falta Fase-Terra, a relação da corrente de falta com a corrente da componente simétrica de sequência positiva é:
- A)Ia1 = 1/2 Ia
Errada, porque a corrente de sequência positiva não é metade da corrente de falta em falta fase-terra.
- B)2 Ia1 = Ia
Errada, pois a relação correta não é de dobro entre a sequência positiva e a corrente de falta.
- C)Ia1 = Ia
Errada, a corrente de sequência positiva não é igual à corrente total da falta fase-terra.
- D)Ia1 = 1/3 Ia
Certa, pois em uma falta fase-terra a corrente de falta é a soma das três componentes de sequência, então Ia1 = Ia/3.
- E)Ia1 = 3 Ia
Errada, a sequência positiva não é três vezes maior que a corrente de falta.
Gabarito: D
Em faltas fase-terra, o raciocínio de componentes simétricas ajuda a desmontar o problema em três pedacinhos: sequência positiva, negativa e zero. Para uma falta monofásica à terra, a corrente da fase em falta é a soma das três componentes, e essas componentes acabam iguais entre si na forma clássica do estudo de curto-circuito. Assim, a corrente de falta na fase vale três vezes a corrente de sequência positiva. Em outras palavras: se a corrente de falta é Ia, então a componente de sequência positiva é Ia/3. É aquele tipo de relação que parece traiçoeira no enunciado, mas fica bem tranquila quando você lembra que a fase em falta “reúne” as três sequências. Por isso, o gabarito D está correto: Ia1 = 1/3 Ia. Se você inverter a lógica e achar que a sequência positiva é maior que a corrente total, cai na armadilha mais comum desse tema. Esse resultado é padrão da teoria de componentes simétricas aplicada a faltas assimétricas em sistemas trifásicos, conforme a abordagem clássica de Fortescue usada em análise de sistemas elétricos.