Um circuito monofásico composto de fase, neutro e terra alimenta um equipamento de 12 kVA com tensão de 400 V. A queda de tensão unitária deste circuito é de (10/3) V/(A.km). Para que a queda de tensão efetiva seja de no máximo 2 %, o seu máximo comprimento deve ser igual a
- A)60 m.
Errada, porque 60 m ainda resulta em uma queda de tensão inferior ao limite, então o comprimento máximo permitido é maior.
- B)70 m.
Errada, porque 70 m também fica abaixo do máximo calculado para a queda de 2%.
- C)75 m.
Errada, porque 75 m ainda não esgota o limite de queda de tensão do circuito.
- D)80 m.
Certa, porque a corrente é 30 A, a queda máxima é 8 V e isso leva a um comprimento máximo de 80 m.
- E)95 m.
Errada, porque 95 m ultrapassa o comprimento admissível e faria a queda de tensão passar de 2%.
Gabarito: D
Aqui a ideia é bem direta: a queda de tensão em um circuito cresce com a corrente e com o comprimento do cabo. A fórmula prática é ΔV = ku x I x L, em que ku é a queda de tensão unitária, I é a corrente e L é o comprimento em km. Parece pouca coisa, mas esse trio derruba muita gente na prova. Primeiro, calcule a corrente do equipamento: I = S/V = 12 kVA / 400 V = 30 A. Depois, encontre a queda máxima admitida: 2% de 400 V = 8 V. Agora é só aplicar a relação: 8 = (10/3) x 30 x L. Fazendo a conta, (10/3) x 30 = 100 V/km, então L = 8/100 = 0,08 km, isto é, 80 m. Por isso o gabarito é a letra D. Em provas da FGV, esse tipo de questão costuma cobrar exatamente a aplicação correta da unidade km e do percentual de queda, sem inventar moda. Se você trocar km por m, ou usar 12 kW em vez de 12 kVA, a conta desanda rapidinho. Aqui não tem segredo: achou a corrente, achou a queda máxima, multiplicou pela queda unitária e isolou o comprimento.