Uma indústria possui um transformador que pode ser solicitado no máximo por uma potência aparente de 500kVA com 0,8 indutivo de fator de potência. Sabendo-se que o fator de potência dos equipamentos da indústria é de 0,8 indutivo e que a demanda média é de 340kW, o fator de carga da indústria deve ser no mínimo igual a
- A)0,50.
Errada, porque 0,50 subestima bastante a relação entre a demanda média e a capacidade máxima do transformador.
- B)0,65.
Errada, pois 0,65 ainda fica abaixo do valor obtido ao converter a demanda de 340 kW para kVA.
- C)0,70.
Errada, porque a conta correta leva a 0,85, e não a 0,70.
- D)0,85.
Certa, pois 340 kW com fp 0,8 corresponde a 425 kVA, e 425/500 = 0,85.
- E)0,95.
Errada, porque 0,95 seria um uso quase total da capacidade, acima do que os dados da questão indicam.
Gabarito: D
O fator de carga mostra o quanto, em média, a instalação usa da capacidade máxima disponível. Em termos práticos, ele compara a demanda média com a demanda máxima ou contratada, e quanto mais perto de 1, mais “cheia” está a utilização do equipamento ao longo do tempo. Nesta questão, o detalhe importante é que o transformador é limitado a 500 kVA com fator de potência 0,8. Como a indústria também opera com fator de potência 0,8 indutivo, basta converter a demanda média de 340 kW para potência aparente: S = P/fp = 340/0,8 = 425 kVA. Agora é só comparar a média com o máximo permitido: fator de carga = 425/500 = 0,85. Ou seja, a instalação precisa ter, no mínimo, esse fator de carga para que a demanda média fique compatível com o limite do transformador. Então o gabarito é a letra D. Em provas, a banca costuma misturar kW e kVA para ver se voce percebe que, com o mesmo fator de potência, a conversão é obrigatória antes de calcular o índice.