Considere um motor de indução trifásico de rotor bobinado com 4 polos alimentado por uma fonte de 60 Hz e escorregamento de 0,02. A rotação desse motor é de
- A)1600 rpm.
Errada, porque 1600 rpm fica muito abaixo da velocidade síncrona de 1800 rpm e não corresponde ao escorregamento de 2%.
- B)1682 rpm.
Errada, pois 1682 rpm não resulta da aplicação de N = Ns(1 - s) para Ns = 1800 rpm e s = 0,02.
- C)1764 rpm.
Certa, porque a velocidade síncrona é 1800 rpm e, com escorregamento de 2%, a rotação fica em 1764 rpm.
- D)1814 rpm.
Errada, já que 1814 rpm é maior que a velocidade síncrona, o que não ocorre em motor de indução em regime normal.
- E)1836 rpm.
Errada, porque 1836 rpm também supera a velocidade síncrona e contraria o efeito do escorregamento.
Gabarito: C
Em motor de indução trifásico, a primeira conta é achar a velocidade síncrona: Ns = 120 f / p. Com 60 Hz e 4 polos, você chega em 1800 rpm. Essa é a velocidade do campo girante do estator, não a do rotor. O rotor sempre gira um pouco abaixo disso por causa do escorregamento, que é justamente o nome bonito para dizer que ele "fica devendo" um pouquinho de velocidade para haver indução de corrente no rotor. O escorregamento é dado por s = (Ns - N) / Ns. Se s = 0,02, então o rotor gira a 98% da velocidade síncrona. Fazendo a conta: N = 1800 x (1 - 0,02) = 1764 rpm. É por isso que o gabarito é a alternativa C. Esse raciocínio é padrão em máquinas elétricas: velocidade síncrona menos a parcela do escorregamento. Em prova, a banca gosta de ver se você lembra que motor de indução não acompanha exatamente a síncrona, porque sem diferença de velocidade não haveria indução no rotor. Sem essa diferença, o motor perde a graça - e a corrente também.