Um motor de indução trifásico de 6 polos e velocidade do campo magnético girante de 1600 rpm é alimentado por uma fonte de tensão senoidal. A frequência dessa fonte é de
- A)40 Hz.
Errada, porque 40 Hz geraria velocidade síncrona menor para 6 polos, e não 1600 rpm.
- B)50 Hz.
Errada, porque 50 Hz não produz 1600 rpm em um motor de 6 polos, ficando abaixo dessa rotação síncrona.
- C)60 Hz.
Errada, porque 60 Hz em 6 polos leva a 1200 rpm de velocidade síncrona, não 1600 rpm.
- D)70 Hz.
Errada, porque 70 Hz ainda não é suficiente para atingir 1600 rpm com 6 polos.
- E)80 Hz.
Certa, pois pela fórmula ns = 120f/P, com ns = 1600 rpm e P = 6, resulta f = 80 Hz.
Gabarito: E
Em motor de indução trifásico, a velocidade do campo magnético girante, chamada de velocidade síncrona, depende diretamente da frequência da fonte e do número de polos. A relação é bem famosa: ns = 120f / P, em que ns é a velocidade síncrona em rpm, f é a frequência em Hz e P é o número de polos. Aqui o enunciado já deu a velocidade do campo girante: 1600 rpm, e informou que o motor tem 6 polos. Então basta isolar a frequência: f = ns.P / 120 = 1600.6 / 120 = 80 Hz. Ou seja, a fonte precisa ter frequência de 80 Hz para produzir esse campo girante nessa máquina. Em prova, essa conta costuma ser o arroz com feijão das máquinas elétricas: identificou polos e rotação síncrona, aplicou a fórmula e seguiu em frente sem drama. Como referência doutrinária de máquinas elétricas, essa relação é padrão em qualquer tratamento de motores de indução, pois decorre da velocidade síncrona do campo resultante no estator.