Um motor de indução de 4 polos possui uma frequência de rotor igual a 900 rpm. Sabendo que a frequência da fonte é de 50 Hertz, o escorregamento desse motor é de
- A)0,1.
Errada, porque 0,1 não corresponde ao escorregamento obtido pela diferença entre a velocidade síncrona e a velocidade do rotor.
- B)0,2.
Errada, pois o cálculo correto mostra um escorregamento maior do que 0,2.
- C)0,3.
Errada, porque o valor encontrado ainda fica acima de 0,3.
- D)0,4.
Certa, pois a velocidade síncrona é 1500 rpm e o escorregamento é (1500 - 900) / 1500 = 0,4.
- E)0,5.
Errada, já que 0,5 indicaria um atraso ainda maior do rotor em relação ao campo girante.
Gabarito: D
Em motores de indução, o escorregamento mede quanto a velocidade do rotor fica abaixo da velocidade síncrona do campo girante. A fórmula mais usada é s = (ns - nr) / ns, em que ns é a velocidade síncrona e nr é a velocidade do rotor. É aquele detalhe clássico que a banca adora: o motor de indução nunca gira exatamente na velocidade síncrona em regime normal, porque precisa haver escorregamento para existir indução de corrente no rotor. Primeiro, calcule a velocidade síncrona. Para um motor de 4 polos alimentado em 50 Hz, temos ns = 120f/p = 120 x 50 / 4 = 1500 rpm. Como o rotor gira a 900 rpm, ele está bem abaixo da síncrona, então ainda há bastante escorregamento. Aplicando a fórmula: s = (1500 - 900) / 1500 = 600 / 1500 = 0,4. Portanto, o gabarito correto é a alternativa D. Na prática, isso significa que o motor está operando com 40% de escorregamento, valor relativamente alto para um motor de indução em funcionamento normal. Em provas, a banca costuma misturar rpm com frequência e induzir você a errar a conta se não separar bem velocidade mecânica de frequência elétrica.