Uma subestação industrial possui um transformador de 450 kVA de potência. A potência de curto-circuito na entrada dessa subestação é de 225 kVA. A tensão e a potência de base na entrada da subestação são iguais aos valores nominais do transformador. A reatância reduzida do sistema, por unidade (pu), é igual a
- A)0,5 pu.
Errada, porque 0,5 pu seria o inverso da relação correta entre potência de base e potência de curto-circuito.
- B)1,0 pu.
Errada, pois 1,0 pu só ocorreria se a potência de base fosse igual à potência de curto-circuito.
- C)1,5 pu.
Errada, já que 1,5 pu não corresponde à razão 450/225, que resulta em 2,0 pu.
- D)2,0 pu.
Certa, porque Xpu = Sbase/Scc = 450/225 = 2,0 pu.
- E)2,5 pu.
Errada, pois 2,5 pu superestima a reatância reduzida e não decorre dos dados fornecidos.
Gabarito: D
Em análise de sistema de potência, a forma mais rápida de achar a reatância em pu é usar a relação entre a potência de base e a potência de curto-circuito. Quando a tensão e a potência de base coincidem com os valores nominais do transformador, a conta fica limpinha: Xpu = Sbase / Scc. Aqui, a potência de base é 450 kVA e a potência de curto-circuito é 225 kVA. Então, Xpu = 450 / 225 = 2,0 pu. Ou seja, o sistema visto da entrada da subestação tem uma reatância reduzida de 2,0 pu. Sem drama, sem truque, só a fórmula trabalhando direitinho. Esse tipo de questão costuma aparecer em estudos de curto-circuito e per-unit, tema clássico em Análise de SEP. A ideia é transformar o sistema em uma base comum para comparar elementos diferentes sem se perder nas unidades reais. Por isso, o gabarito correto é a alternativa D. Ela traduz exatamente a relação entre a base escolhida e a potência disponível no curto-circuito.