Um motor de indução de 6 polos e escorregamento de 0,20 foi projetado para operar na frequência de rotor igual a 1200 rpm. A frequência da fonte para a alimentação desse motor é
- A)35 Hz.
Errada, porque 35 Hz não atende à velocidade síncrona necessária para um motor de 6 polos com rotor a 1200 rpm e escorregamento de 0,20.
- B)60 Hz.
Errada, pois 60 Hz levaria a uma velocidade síncrona de 1200 rpm, o que não combina com o escorregamento informado.
- C)75 Hz.
Certa, porque com nr = 1200 rpm e s = 0,20 a velocidade síncrona é 1500 rpm, o que resulta em f = 75 Hz para 6 polos.
- D)120 Hz.
Errada, porque 120 Hz geraria uma velocidade síncrona muito maior do que a necessária para manter o rotor em 1200 rpm com esse escorregamento.
- E)140 Hz.
Errada, pois 140 Hz implicaria uma velocidade síncrona ainda mais alta, incompatível com os dados do enunciado.
Gabarito: C
Em motor de indução, a conta costuma girar em torno de duas ideias simples: velocidade síncrona e escorregamento. A velocidade síncrona vale ns = 120f/p, onde f é a frequência da rede e p é o número de polos. Já a velocidade do rotor fica um pouco abaixo dela, porque existe escorregamento: nr = (1 - s)ns. Nesta questão, o motor tem 6 polos e escorregamento de 0,20. Se o rotor está a 1200 rpm, então essa é a velocidade mecânica do eixo. Como nr = 0,8ns, temos ns = 1200/0,8 = 1500 rpm. Agora é só voltar na fórmula da síncrona: 1500 = 120f/6. Isolando f, vem f = 75 Hz. Portanto, o gabarito é a alternativa C. Um detalhe importante para prova: FGV adora misturar velocidade do rotor com frequência do rotor na linguagem do enunciado. Mas o caminho continua o mesmo: achar ns pelo escorregamento e depois tirar a frequência da fonte pela relação dos polos. Sem drama, sem poeira, só fórmula bem usada.