Um equipamento elétrico monofásico possui uma potência de 4,5 kW, fator de potência de 0,8 e sua alimentação se dá por meio de um circuito de 4 metros. A tensão de alimentação é de 100 V. Considerando uma queda de tensão máxima de 4,5%, a queda de tensão no circuito em V/A.km (tensão sobre corrente multiplicada pela distância em quilômetro) é:
- A)2.
Errada, porque 2 V/A.km fica abaixo do valor obtido ao aplicar corretamente a queda admissível e a distância em quilômetros.
- B)5.
Errada, porque 5 V/A.km não corresponde ao cálculo da queda de tensão com a corrente da carga e os 4 metros convertidos corretamente.
- C)10.
Errada, porque 10 V/A.km é resultado de alguma simplificação indevida, geralmente ao errar a conversão de unidade ou a corrente.
- D)15.
Errada, porque 15 V/A.km ainda não bate com a aplicação completa da fórmula pedida no enunciado.
- E)20.
Certa, porque a corrente é 56,25 A, a queda máxima é 4,5 V e, dividindo por 0,004 km, você chega a 20 V/A.km.
Gabarito: E
Em instalações elétricas, a conta da queda de tensão costuma começar pelo básico: achar a corrente da carga. Se o equipamento é monofásico, a potência ativa é dada por P = V x I x fp. Aqui, com 4,5 kW, tensão de 100 V e fator de potência 0,8, a corrente fica em 56,25 A. Depois vem a parte da queda máxima admissível. A norma de instalações de baixa tensão, a ABNT NBR 5410, trabalha com limites de queda de tensão para garantir desempenho e segurança da instalação. Como o enunciado fixa 4,5%, a queda máxima no circuito é 4,5 V, porque 4,5% de 100 V = 4,5 V. O índice pedido é em V/A.km, ou seja, a queda de tensão por corrente e por quilômetro. Basta dividir a queda encontrada pelo produto da corrente pela distância em km: 4,5 / (56,25 x 0,004). Isso resulta em 20 V/A.km. Por isso o gabarito é a letra E. A pegadinha aqui é esquecer de converter os 4 metros para quilômetros, o que derruba a conta e faz muita gente marcar um valor menor.