Em um sistema elétrico, a tensão de pré-falta no ponto de sua ocorrência é igual a 0,7 pu. A corrente de falta é igual a 5 kA em um setor onde a corrente de base é igual a 20 kA. A impedância do equivalente de Thèvenin de sequência positiva, visto do ponto da falta, é
- A)0,03 pu.
Errada, porque 0,03 pu não resulta da razão entre 0,7 pu e 0,25 pu.
- B)0,18 pu.
Errada, pois 0,18 pu não corresponde à conversão da corrente de falta para pu nem ao cálculo de Z = V/I.
- C)0,25 pu.
Errada, já que 0,25 pu é a corrente em pu, não a impedância equivalente.
- D)0,70 pu.
Errada, porque 0,70 pu é a tensão de pré-falta, e não a impedância pedida.
- E)2,80 pu.
Certa, pois 5 kA em base de 20 kA dá 0,25 pu e, portanto, Zth = 0,7/0,25 = 2,8 pu.
Gabarito: E
Em faltas em sistemas elétricos, a ideia central é simples: a corrente de curto em pu pode ser usada junto com a tensão de pré-falta para achar a impedância equivalente de Thèvenin vista do ponto da falta. Em geral, usa-se a relação V = Z x I, na forma por unidade, porque ela deixa as contas quase sem drama. Aqui, a tensão de pré-falta é 0,7 pu. A corrente de falta é 5 kA, e a corrente de base é 20 kA, então a corrente em pu vale 5/20 = 0,25 pu. Aplicando a relação Zth = V/I, temos Zth = 0,7/0,25 = 2,8 pu. Ou seja, a impedância equivalente de sequência positiva vista do ponto da falta é 2,8 pu. É exatamente o tipo de conta que a FGV gosta: poucos dados, conversão para pu e uma divisão direta, sem pedir cerimônia. A lógica é a mesma do modelo de Thèvenin usado em análise de faltas: a rede é substituída por uma fonte equivalente e uma impedância equivalente. Com isso, a corrente de curto é determinada pela impedância que o sistema “enxerga” naquele ponto, o que confirma o gabarito E.