Durante uma vistoria de rotina em determinada instalação elétrica de um motor trifásico protegido com dispositivos diferencial-residual, o profissional utilizou um método recomendado nas normas para a verificação da atuação desses dispositivos, conforme o diagrama da figura a seguir: Analise as afirmativas a seguir. I. A corrente diferencial-residual IΔ é diminuída, reduzindo-se o valor de RP. II. Uma resistência variável RP deve ser conectada, a jusante do dispositivo DR, entre um condutor vivo e massa. III. O disparo do DR deve ocorrer para uma corrente IΔ maior que a corrente diferencial-residual nominal de atuação IΔn. Está correto o que se afirma apenas em
- A)I.
Errada, porque diminuir RP aumenta a corrente de fuga, em vez de diminuir a corrente diferencial-residual.
- B)II.
Certa, pois a resistência variável deve ser ligada a jusante do DR, entre um condutor vivo e a massa, para simular a fuga e testar a atuação.
- C)III.
Errada, porque o disparo do DR não ocorre apenas com IΔ maior que IΔn, mas ao atingir ou superar o valor nominal de atuação.
- D)I e III.
Errada, porque a afirmativa I está incorreta e a III também está incorreta.
- E)II e III.
Errada, pois a II está correta, mas a III não está.
Gabarito: B
O dispositivo diferencial-residual (DR) serve para detectar fugas de corrente para terra e desarmar quando a corrente residual ultrapassa o valor previsto. Na prática de verificação, usa-se um resistor variável para simular essa fuga, ligando-o entre um condutor vivo e a massa, sempre a jusante do DR. Assim, você cria uma corrente de defeito controlada e observa se o dispositivo atua como deveria. A afirmativa II está correta porque descreve exatamente o método de ensaio recomendado: conectar a resistência variável a jusante do DR, entre fase e massa, para provocar a corrente diferencial-residual. Isso aparece em procedimentos normativos de verificação do funcionamento do DR, como os adotados na inspeção e ensaio de instalações de baixa tensão. A I está errada porque reduzir o valor de RP não diminui a corrente diferencial-residual; ao contrário, diminui a resistência do caminho de fuga e, portanto, aumenta a corrente de defeito. Já a III também está errada, porque o DR deve disparar quando IΔ atinge ou excede a corrente diferencial-residual nominal IΔn, e não somente quando for maior que ela. Em resumo: menos resistência, mais corrente; e o DR tem de agir dentro do valor nominal de atuação, não acima dele.