Determinado eletricista, durante suas rotinas de manutenção, constatou que a carcaça de um equipamento elétrico provoca uma pequena sensação de choque elétrico quando tocada. Nesse contexto, assinale, a seguir, o dispositivo destinado a resolver esse problema.
- A)DR.
Correta, porque o DR detecta fuga de corrente e desarma o circuito, protegendo contra choque em carcaça energizada.
- B)DPS.
Errada, porque o DPS serve para proteger contra surtos de tensão, não contra corrente de fuga na carcaça.
- C)Fusível.
Errada, porque o fusível atua contra sobrecorrente e curto-circuito, não contra choque por fuga de corrente.
- D)Disjuntor.
Errada, porque o disjuntor protege contra sobrecarga e curto-circuito, mas não faz a função específica de detectar fuga de corrente.
Gabarito: A
Quando voce toca a carcaça de um equipamento e sente um leve choque, isso costuma indicar fuga de corrente para a parte metálica exposta. Em uma instalação bem protegida, essa corrente indevida deve ser detectada e o circuito desligado rapidamente, antes de virar um problema maior. O dispositivo feito para isso é o DR, o Dispositivo Diferencial Residual. O DR compara a corrente que entra com a corrente que sai do circuito. Se houver diferença, significa que parte da corrente pode estar escapando para a carcaça, para a terra ou até passando pelo corpo de alguem. Aí ele atua, normalmente desligando o circuito em frações de segundo. É por isso que ele é associado diretamente à proteção contra choques elétricos por fuga de corrente. Já o DPS protege contra surtos de tensão, como os causados por descargas atmosféricas ou manobras na rede. Fusível e disjuntor protegem principalmente contra sobrecorrente e curto-circuito, mas não são os dispositivos adequados para essa situação de choque por contato indireto. Em norma, a ideia aparece na ABNT NBR 5410, que trata da proteção contra choques elétricos com dispositivos diferenciais residuais em certas situações.