A manutenção preventiva é fundamental para certificar o funcionamento e a segurança do SPDA nas edificações. Para isso, periodicamente deve ser feito ensaio de continuidade de armaduras, medindo-se com o instrumento adequado a resistência ôhmica entre a parte superior e a parte inferior da estrutura, isto é, verificar se as prumadas do subsistema vertical que conecta a malha de aterramento ao subsistema captor no topo de prédio estão dentro dos limites de resistência ôhmica permitida. O aparelho utilizado nessas medições é:
- A)Terrômetro.
Errada, porque o terrômetro mede resistência de aterramento, e não a continuidade de pequenas resistências entre partes metálicas do SPDA.
- B)Megômetro.
Errada, porque o megômetro é usado para medir isolamento elétrico em altas resistências, não continuidade de armaduras.
- C)Miliohmímetro.
Certa, porque o miliohmímetro mede resistências muito baixas, exatamente o que se avalia no ensaio de continuidade do SPDA.
- D)Microvoltímetro.
Errada, porque o microvoltímetro mede tensão muito baixa, não resistência ôhmica.
- E)Microamperímetro.
Errada, porque o microamperímetro mede corrente elétrica em escala muito pequena, e não resistência de continuidade.
Gabarito: C
No SPDA, a manutenção preventiva não é enfeite: ela garante que o caminho da corrente de descarga continue íntegro e com baixa resistência, para que o sistema funcione de verdade quando precisar. Um dos pontos verificados é a continuidade elétrica das armaduras e das prumadas que ligam o captor no topo à malha de aterramento. Nesse tipo de ensaio, o que interessa é medir resistências muito baixas, da ordem de miliohms. Por isso, o instrumento adequado é o miliohmímetro, que foi feito justamente para testar continuidade e pequenas resistências sem “se confundir” com valores muito pequenos. O terrômetro é usado principalmente para medir resistência de aterramento, ou seja, a qualidade da dispersão da corrente no solo. Já o megômetro mede alta resistência de isolamento, típico de cabos e motores, então não serve para esse teste de continuidade. A lógica da questão é simples: se a ideia é verificar se existe continuidade entre partes metálicas do SPDA com resistência baixíssima, você precisa de um equipamento para baixas resistências. É por isso que o gabarito é a alternativa C. Esse raciocínio está alinhado com a prática de inspeção e manutenção prevista nas normas de SPDA, especialmente a ABNT NBR 5419.