Para um gerador síncrono de 737 MVA, 18 kV, que opere com corrente nominal em um ponto do sistema elétrico de potência em que a potência de base seja igual a 1.000 MVA e a tensão de base seja igual a 18 kV, o valor da corrente de linha do gerador estará entre
- A)0,2 pu e 0,6 pu.
Errada, porque 0,737 pu é maior que 0,6 pu, então não cabe nesse intervalo.
- B)0,6 pu e 0,8 pu.
Certa, porque 737 MVA em base de 1000 MVA resulta em 0,737 pu, valor que fica entre 0,6 pu e 0,8 pu.
- C)0,8 pu e 0,95 pu.
Errada, porque 0,737 pu ainda não alcança 0,8 pu.
- D)25 kA e 40 kA.
Errada, porque a corrente calculada é cerca de 23,6 kA, abaixo de 25 kA.
- E)40 kA e 56 kA.
Errada, porque a corrente nominal não chega a 40 kA, ficando bem abaixo dessa faixa.
Gabarito: B
Em sistema por unidade, a conta fica bem limpa: a corrente em pu, quando a tensão de base coincide com a tensão nominal do equipamento, pode ser obtida pela razão entre a potência aparente do gerador e a potência base do sistema. Aqui, isso dá 737/1000 = 0,737 pu. Ou seja, a corrente de linha nominal do gerador fica entre 0,6 pu e 0,8 pu. Se você quiser conferir em valores reais, a corrente-base no nível de 18 kV é Ibase = Sbase/(sqrt(3) x Vbase), o que dá cerca de 32,1 kA. Multiplicando por 0,737, a corrente nominal fica em torno de 23,6 kA. Repare: isso não cai na faixa em kA proposta nas alternativas, mas cai direitinho no intervalo em pu. O ponto-chave é que, em análise por unidade, quando a tensão de base é a mesma da tensão do equipamento, a comparação fica direta com a potência aparente. Nada de se assustar com o número grandão em MVA: a lógica é só transformar para pu e ver em qual faixa ele entra. Por isso, o gabarito B está correto: 0,737 pu está entre 0,6 pu e 0,8 pu.