A respeito dos parâmetros de operação e projeto de subestações de média tensão, assinale a opção correta.
- A)O estudo de curto-circuito permite determinar os fluxos de potência ativa e reativa que fluirão no sistema elétrico.
Errada, porque estudo de curto-circuito calcula correntes de falta e esforços nos equipamentos, não fluxos de potência ativa e reativa.
- B)Toda subestação deve operar com sistemas de controle digitais.
Errada, porque nem toda subestação precisa operar com controle digital, já que ainda existem soluções convencionais ou híbridas.
- C)Uma subestação de potência final igual a 10 MVA é considerada uma subestação de média tensão I.
Errada, porque a classificação de subestação de média tensão não depende de uma regra genérica de 10 MVA como afirmado.
- D)Uma subestação com tensão de operação igual a 138 kV necessita de uma área mínima de 1.000 m2 para sua operação.
Errada, porque a área mínima não é definida de forma tão simplista apenas pela tensão de 138 kV, pois depende do arranjo e do projeto.
- E)Os relés de proteção de uma subestação funcionam realizando medidas de tensão e corrente do sistema elétrico e reagem desativando o sistema, caso essas grandezas alcancem os valores predefinidos nos relés e o tempo previsto para atuação, isolando o trecho afetado pela ocorrência.
Certa, porque os relés monitoram corrente e tensão, atuam conforme ajustes pré-definidos e comandam o desligamento para isolar a falha.
Gabarito: E
Em subestações de média tensão, o ponto central do projeto e da operação é garantir proteção, seletividade e confiabilidade. Por isso, além de estudos elétricos como fluxo de carga, curto-circuito e coordenação de proteção, também entram critérios de arranjo físico, nível de tensão, capacidade instalada e tipo de comando e supervisão. Não é uma área de chute: cada função tem uma ferramenta específica. O estudo de curto-circuito não serve para descobrir fluxo de potência ativa e reativa. Ele é usado para calcular correntes de falta e verificar se equipamentos, barramentos e dispositivos de proteção suportam o esforço elétrico e térmico. Já o fluxo de potência é outra conta, ligada ao regime normal de operação. Misturar os dois é erro clássico de prova, bem no estilo da banca. A alternativa correta é a E porque descreve exatamente a função dos relés de proteção: eles medem grandezas como corrente e tensão, comparam com valores ajustados e, quando detectam uma anomalia por tempo suficiente, comandam a abertura dos disjuntores para isolar o trecho defeituoso. Isso está alinhado com a doutrina clássica de proteção de sistemas elétricos, em que o relé detecta a falha e o disjuntor executa a manobra de desligamento. Em resumo: relé não é enfeite de painel, é o fiscal da subestação. Ele vigia, decide e manda cortar a parte problemática antes que o problema cresça.