A parcela da potência aparente efetivamente transformada em potência mecânica, potência térmica ou potência luminosa corresponde ao conceito de potência
- A)nominal.
Errada, porque potência nominal é um valor de referência de projeto ou operação do equipamento, e não a parcela efetivamente transformada em trabalho útil.
- B)efetiva.
Errada, porque potência efetiva não é o nome técnico correto para essa parcela no contexto de potência aparente em corrente alternada.
- C)ativa.
Certa, porque é a potência que realmente se converte em energia mecânica, térmica ou luminosa, isto é, a potência ativa.
- D)reativa.
Errada, porque potência reativa não é transformada em trabalho útil, apenas oscila entre fonte e cargas reativas.
- E)perdida.
Errada, porque potência perdida é a parcela dissipada por perdas, não o conceito geral da parte útil da potência aparente.
Gabarito: C
Em circuitos elétricos, a potência aparente é o "pacote total" de energia que circula no sistema, medido em volt-ampere (VA). Mas nem toda essa potência vira trabalho útil na ponta: uma parte pode ser transformada em movimento, calor ou luz, e outra parte pode ficar apenas indo e voltando no sistema, sem produzir efeito útil direto. É aí que entra a potência ativa. A potência ativa é justamente a parcela da potência aparente efetivamente convertida em potência mecânica, térmica ou luminosa. Em outras palavras, é a parte que realmente faz alguma coisa acontecer. Por isso, em corrente alternada, ela é calculada por P = V.I.cos(phi), com resultado em watt (W). Já a potência reativa não realiza trabalho útil; ela fica associada aos campos elétricos e magnéticos de cargas indutivas e capacitivas. Então, se a questão fala em transformação efetiva em luz, calor ou movimento, está descrevendo potência ativa, e não reativa. Esse é o conceito clássico da teoria de potência em SEP e em circuitos AC, cobrado de forma bem direta por bancas como a CESPE/CEBRASPE. Sem drama: se houve conversão útil de energia, você está olhando para a potência ativa.