Poucos segundos após o desligamento provocado por curto-circuito em um circuito aéreo de distribuição condutores nus, o circuito retornou às condições normais de operação, alimentando a carga elétrica a ele conectada. Uma possível justificativa para a retomada do funcionamento do circuito foi
- A)a agilidade da equipe de manutenção em detectar o problema e resolvê-lo.
Errada, porque a atuação da equipe de manutenção não explica retorno em poucos segundos após o desligamento, já que isso normalmente leva muito mais tempo.
- B)a coordenação da proteção existente entre disjuntores e fusíveis na subestação que alimenta esse circuito.
Errada, pois coordenação entre disjuntores e fusíveis define seletividade da proteção, mas não faz o circuito religar automaticamente após a falta.
- C)o arranjo em anel desse circuito.
Errada, porque o arranjo em anel ajuda na continuidade por manobras de transferência, mas não é a justificativa direta para o religamento imediato após curto-circuito.
- D)a existência de religadores automáticos na subestação que alimenta o circuito.
Certa, porque religadores automáticos desligam e reenergizam a linha após um curto transitório, permitindo a retomada rápida do fornecimento.
- E)a existência de chave seccionadora motorizada de ação rápida na subestação que alimenta o circuito.
Errada, porque chave seccionadora motorizada é equipamento de manobra, não de recomposição automática pós-falta em poucos segundos.
Gabarito: D
Em redes aéreas de distribuição com condutores nus, curto-circuitos transitórios são bem comuns: um galho encosta, um arco surge, a proteção atua e, em seguida, o defeito some sozinho. Nesse cenário, o sistema não precisa ficar "de luto" por muito tempo. Ele pode religar o circuito automaticamente e voltar a alimentar a carga em poucos segundos. É aí que entram os religadores automáticos. Eles desligam a linha quando detectam a falta e, após um intervalo curto, tentam fechar novamente o circuito. Se o defeito era passageiro, tudo volta ao normal sem intervenção humana. Isso é muito usado em distribuição porque melhora a continuidade do serviço e reduz o tempo de interrupção percebido pelo consumidor. Por isso, o gabarito é a alternativa D. A descrição do enunciado fala exatamente de um desligamento por curto-circuito seguido de retorno rápido às condições normais, o que é a cara de um religador automático. Não é milagre, nem equipe de campo em tempo recorde: é automatismo de proteção com tentativa de restabelecimento. Em prova, lembre que "religador" não é o mesmo que disjuntor comum. O religador tem a função de abrir, aguardar e religar, justamente para distinguir falta temporária de falta permanente. Essa lógica é clássica em sistemas de distribuição e aparece com frequência em questões de continuidade e proteção.