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Engenharia Elétrica · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Engenharia Elétrica

Certo engenheiro eletricista deve escolher conversores analógico-digitais para duas aplicações. Na primeira aplicação deseja-se obter maior velocidade de conversão e na segunda aplicação busca-se produzir um fluxo de dados de um único bit. Com base nessa situação, assinale a opção que corresponde à escolha do tipo correto de conversor para a primeira e segunda aplicação, respectivamente.

Gabarito: E

Quando a banca fala em conversor A/D, ela está testando principalmente duas ideias: velocidade e forma da saída. Se a prioridade é converter o mais rápido possível, o campeão clássico é o conversor simultâneo, também chamado de flash. Ele usa vários comparadores ao mesmo tempo e, por isso, faz a conversão em tempo curtíssimo. É o tipo “sem enrolação”. Já quando o enunciado pede um fluxo de dados de um único bit, o nome que deve acender a luz na sua cabeça é sigma-delta. Esse conversor trabalha com sobremostragem e modulação, gerando uma sequência de 1 bit em alta taxa, que depois é tratada por filtragem digital. Ou seja, ele não entrega logo um número multinível direto como um ADC tradicional, mas sim um fluxo de bits que representa o sinal. Por isso, o gabarito E está correto: para a primeira aplicação, conversor simultâneo, porque é o mais rápido; para a segunda, conversor sigma-delta, porque produz saída em fluxo de 1 bit. É a combinação perfeita entre velocidade bruta e representação em bit único. Se quiser guardar a lógica em uma frase: flash = velocidade máxima; sigma-delta = saída de 1 bit com alta resolução efetiva. Em prova, quando aparecer “mais rápido”, pense em simultâneo; quando aparecer “um único bit”, pense em sigma-delta.

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