Com relação às características dos arranjos de subestação, levando-se em conta critérios de confiabilidade, complexidade, área disponível e preço, é correto afirmar que o arranjo de barra
- A)simples, apesar da facilidade de execução, possui o custo mais elevado.
Errada: a barra simples e a mais simples e barata, nao a de custo mais elevado.
- B)em anel possui uma confiabilidade maior que o arranjo de barra principal e de transferência.
Certa: o arranjo em anel tem maior confiabilidade porque oferece caminhos alternativos de alimentacao e suporta melhor a saida de um trecho ou equipamento.
- C)principal e de transferência normalmente ocupa área menor que o arranjo de barra simples.
Errada: o arranjo principal e de transferencia normalmente exige mais estrutura e nao ocupa menos area que a barra simples.
- D)em anel possui um custo maior que o arranjo de barra dupla, disjuntor duplo.
Errada: o arranjo em anel nao e, em regra, mais caro que o barra dupla, disjuntor duplo; este ultimo tende a ser mais complexo e custoso.
- E)dupla, disjuntor e meio, apesar de ocupar uma área maior, é menos confiável que o arranjo barra de dupla, disjuntor simples.
Errada: o arranjo barra dupla, disjuntor e meio costuma ser bem confiavel, e nao menos confiavel que o barra dupla, disjuntor simples.
Gabarito: B
Quando voce compara arranjos de subestacao, nao basta olhar so para o desenho no papel: entra na conta confiabilidade, flexibilidade de operacao, area ocupada e custo. Em geral, a barra simples e a solucao mais barata e simples, mas tambem a mais vulneravel a falhas. Ja arranjos como anel, barra dupla e disjuntores mais sofisticados aumentam a confiabilidade, mas costumam encarecer e complicar a instalacao. O ponto central da questao esta na confiabilidade do arranjo em anel. Nesse esquema, a alimentacao pode seguir por caminhos alternativos ao redor do anel, o que ajuda a manter o fornecimento mesmo quando um trecho ou equipamento precisa sair de servico. Por isso, ele costuma superar o arranjo de barra principal e de transferencia, que depende mais de uma configuracao menos redundante e pode exigir manobras mais delicadas para manter o sistema operando. A alternativa B esta correta justamente por isso: o arranjo em anel oferece maior confiabilidade que a barra principal e de transferencia. Em termos didaticos, pense assim: quanto mais caminho alternativo existir para a energia chegar ao destino, menor a chance de um problema virar apagao local. Na engenharia eletrica, redundancia quase sempre vira sinonimo de confiabilidade, embora tambem possa aumentar custo e complexidade. Como pano de fundo, a escolha do arranjo de subestacao nao tem uma "regra unica" em lei para todos os casos; ela depende de criterios tecnicos de projeto, operacao e expansao do sistema. Em provas, a CESPE costuma cobrar exatamente essa troca: ela compara os arranjos entre si e espera que voce saiba qual deles e mais simples, mais caro, mais confiavel ou ocupa menos area.