Na cadeia de processos de uma Estação de Tratamento, a coagulação é geralmente seguida pela floculação. Referente ao processo de floculação, assinalar a alternativa INCORRETA:
- A)O processo de agregação independe da duração e da quantidade de energia aplicada (gradiente de velocidade).
Errada, porque na floculação a agregação depende sim do tempo de contato e da energia aplicada, que devem ser controlados.
- B)A energia aplicada para a floculação pode ser comunicada, como na mistura rápida, por meios hidráulicos, mecânicos e/ou pneumáticos; o que caracteriza a diferença é a intensidade, que, na floculação, é muito menor.
Certa, pois a energia pode ser transmitida por meios hidráulicos, mecânicos ou pneumáticos, mas em intensidade menor que na mistura rápida.
- C)Nos tanques de floculação, os pequenos microflocos aglutinam-se formando flocos, que, ao saírem dos tanques, devem ter tamanho e densidade adequados ao processo de remoção que segue: clarificação por sedimentação ou por flotação e/ou filtração.
Certa, porque os microflocos se unem nos tanques de floculação para formar flocos adequados à remoção posterior.
- D)Os floculadores mecânicos distinguem-se, basicamente, pelo tipo de movimento, em giratórios e alternativos ou oscilantes.
Certa, pois os floculadores mecânicos podem ser classificados pelo movimento em giratórios e alternativos ou oscilantes.
- E)A floculação pode ser definida como o processo de juntar partículas coaguladas ou desestabilizadas para formar maiores massas ou flocos, de modo a possibilitar sua separação por sedimentação (flotação) e/ou filtração da água.
Certa, porque define corretamente a floculação como a união de partículas desestabilizadas para facilitar sua remoção.
Gabarito: A
A floculação é a etapa em que os microflocos formados na coagulação passam a se juntar e crescer, formando flocos maiores e mais pesados. O objetivo é deixar essas partículas com tamanho e densidade suficientes para serem removidas depois, seja por sedimentação, flotação ou filtração. Em outras palavras, a química faz a sujeira perder a estabilidade, e a floculação ajuda essa sujeira a se “organizar” em grupos maiores para facilitar a retirada. Nesse processo, a energia aplicada precisa ser baixa e bem controlada, porque a ideia não é quebrar os flocos, mas permitir colisões suaves entre as partículas. Por isso, o gradiente de velocidade e o tempo de mistura importam muito, sim. Se a agitação for forte demais ou inadequada, os flocos não se formam direito ou se rompem. A banca costuma explorar exatamente essa diferença entre mistura rápida e floculação: na primeira, a energia é alta; na segunda, é menor e mais delicada. A alternativa A está incorreta porque afirma que a agregação independe da duração e da quantidade de energia aplicada. Isso contraria o princípio básico da floculação: tanto o tempo de contato quanto a intensidade da agitação influenciam diretamente a formação e o crescimento dos flocos. Sem essa dosagem de energia, o processo perde eficiência. Do ponto de vista doutrinário, essa descrição é compatível com o que se ensina em tratamento de água e de efluentes: coagulação desestabiliza as partículas, e floculação promove sua agregação controlada. Não há pegadinha normativa específica aqui, mas sim conceitual, bem ao estilo OBJETIVA: ela troca um detalhe essencial por uma frase absoluta.