Um engenheiro dimensionou o aterro sanitário de uma cidade de planalto para ser operado pelo método da área. Ele estruturou o aterro como um tronco de pirâmide de base maior inferior com área de 3,2 km2 , base menor superior com área de 1,25 km2 e altura de 12 m. A cidade, que encaminha seu RSU para o aterro em questão, tendo no horizonte de projeto 1.500.000 pessoas, possui uma abrangência na coleta de 80%. Dado – Volume do tronco de pirâmide: Sabendo que a contribuição per capita de lixo é de 0,86 kg/(habitante.dia) e que a densidade do lixo compactado no aterro é de 600 kg/m3 , a vida útil do aterro será de aproximadamente:
- A)26 anos;
Errada, porque subestima a vida útil do aterro ao não compatibilizar corretamente o volume disponível com a massa diária de resíduos convertida em volume.
- B)34 anos;
Errada, pois a estimativa ainda fica abaixo do valor obtido pela relação entre volume do aterro e vazão diária de resíduos compactados.
- C)41 anos;
Certa, porque o volume do aterro dividido pelo volume diário de resíduos resulta em aproximadamente 41 anos.
- D)53 anos;
Errada, já que superestima a vida útil, provavelmente por erro em alguma etapa de conversão de unidades ou no uso da fórmula do tronco de pirâmide.
- E)65 anos.
Errada, pois é um valor acima do calculado, indicando exagero na duração do aterro.
Gabarito: C
Aqui a ideia é bem direta: vida útil de aterro = volume disponível / volume de resíduos recebidos por dia. O aterro foi modelado como tronco de pirâmide, então você usa a fórmula do volume do tronco: V = h/3 (A1 + A2 + raiz(A1.A2)). Convertendo as áreas para m²: 3,2 km² = 3,2 x 10^6 m² e 1,25 km² = 1,25 x 10^6 m². A raiz do produto dá 2,0 x 10^6 m². Logo, V = 12/3 x (3,2 + 1,25 + 2,0) x 10^6 = 25,8 x 10^6 m³. Agora vem o lixo diário: a cidade tem 1.500.000 habitantes, mas só 80% é atendida pela coleta, então entram no aterro 1.200.000 pessoas. Multiplicando por 0,86 kg/(hab.dia), temos 1.032.000 kg/dia. Com densidade de 600 kg/m³, isso equivale a 1.720 m³/dia. Por fim, 25.800.000 / 1.720 = 15.000 dias, o que dá cerca de 41 anos. Então o gabarito é a alternativa C. Esse tipo de conta é muito comum em questões de resíduos sólidos, e a lógica é sempre a mesma: volume geométrico do aterro + geração per capita + densidade de compactação. Em provas sobre o tema, isso conversa com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que orienta o manejo adequado e a disposição final ambientalmente adequada.