Para garantia da potabilidade de um Sistema de Abastecimento de Água (SAA), um dos critérios a ser observado é o padrão bacteriológico de amostras coletadas nesse sistema. No que diz respeito à presença de Escherichia coli, a potabilidade é minimamente garantida se, em amostras coletadas mensalmente,
- A)no sistema de distribuição e em pontos de consumo, houver ausência em 100mL em todas.
Correta, porque para E. coli a potabilidade exige ausência em 100 mL em todas as amostras do sistema de distribuição e dos pontos de consumo.
- B)no sistema de distribuição e em pontos de consumo, houver ausência em 100mL em pelo menos 95% delas.
Errada, porque a regra de 95% não se aplica à E. coli, que exige ausência total nas amostras analisadas.
- C)no sistema de distribuição e em pontos de consumo, apenas uma amostra, entre todas, acusar a presença da bactéria.
Errada, porque não basta apenas uma amostra positiva ou negativa isolada; o critério para E. coli é mais rigoroso e exige ausência em todas.
- D)na saída do sistema de tratamento, houver ausência em 100ml em pelo menos 95% delas.
Errada, porque a exigência não se limita à saída do tratamento, mas ao sistema de distribuição e aos pontos de consumo.
- E)na saída do sistema de tratamento, apenas uma amostra, entre todas, acusar a presença da bactéria.
Errada, porque a simples ausência em 95% das amostras na saída do tratamento não atende ao padrão de E. coli nem ao local correto de controle.
Gabarito: A
Quando o assunto é potabilidade, a lógica é simples: água para consumo humano precisa passar no teste microbiológico mais importante, que é a pesquisa de Escherichia coli. Esse microrganismo é indicador clássico de contaminação fecal recente, então a regra é bem mais rigorosa do que a aplicada a outros indicadores. Se apareceu E. coli, acende a luz vermelha: a água não está segura do ponto de vista sanitário. No Sistema de Abastecimento de Água, a exigência para E. coli é ausência em 100 mL nas amostras coletadas no sistema de distribuição e nos pontos de consumo. E aqui mora a pegadinha: não basta uma média boa, nem 95%, nem quase todas. Para E. coli, a garantia de potabilidade exige resultado negativo em todas as amostras analisadas. Esse entendimento está alinhado ao padrão de potabilidade previsto na legislação sanitária federal, especialmente a Portaria GM/MS nº 888/2021, que trata dos parâmetros microbiológicos da água para consumo humano. Em prova, a banca costuma misturar a regra de E. coli com a de coliformes totais, justamente para ver se você separa o microrganismo mais crítico do resto. Então, na hora da questão, pense assim: E. coli não negocia. Achou, reprovou; não achou, segue o jogo. Por isso o gabarito está na alternativa que exige ausência em 100 mL em todas as amostras coletadas no sistema de distribuição e nos pontos de consumo.