A conversão de um ecossistema natural em agroecossistema implica em algumas modificações, como por exemplo,
- A)ciclagem de nutrientes mais fechada, menor diversidade e pressão de seleção artificial.
Errada, porque a ciclagem de nutrientes em agroecossistemas tende a ficar mais aberta, não mais fechada, embora a menor diversidade e a seleção artificial estejam corretas.
- B)redução dos níveis tróficos, menor diversidade e fluxo de energia mais fechado.
Errada, porque a conversão não implica redução dos níveis tróficos como regra, e o fluxo de energia não fica mais fechado; ao contrário, ele se abre com a entrada de insumos externos.
- C)elevação dos níveis tróficos, pressão de seleção artificial, fluxo de energia mais aberto.
Errada, porque a seleção no agroecossistema é artificial, e não há elevação típica dos níveis tróficos como característica central dessa conversão.
- D)menor diversidade, redução dos níveis tróficos e pressão de seleção natural.
Errada, porque a seleção que predomina é artificial, não natural, embora a menor diversidade e a redução dos níveis tróficos possam aparecer em sistemas simplificados.
- E)ciclagem de nutrientes mais aberta, menor diversidade e fluxo de energia mais aberto.
Certa, porque a transformação em agroecossistema costuma reduzir a diversidade e tornar a ciclagem de nutrientes e o fluxo de energia mais abertos, com maior dependência de insumos externos.
Gabarito: E
Quando um ecossistema natural vira um agroecossistema, ele deixa de funcionar com a lógica da natureza e passa a ser “manejando” pelo ser humano para produzir mais. Isso mexe em três pontos clássicos: a diversidade cai, porque geralmente se substitui uma comunidade variada por poucas espécies de interesse econômico; a ciclagem de nutrientes fica mais aberta, porque a colheita retira biomassa e nutrientes do sistema; e o fluxo de energia fica mais aberto, já que o sistema depende de entradas externas como adubos, irrigação, combustível e outros insumos. Em ecossistemas naturais, a tendência é haver maior autorregulação, reciclagem interna de matéria e equilíbrio entre produtores, consumidores e decompositores. Já no agroecossistema, essa “organização espontânea” diminui, porque o objetivo é produtividade, não equilíbrio ecológico. Por isso a intervenção humana aumenta e a seleção passa a ser artificial, não natural. Na questão, a alternativa E descreve exatamente esse cenário: menor diversidade, ciclagem de nutrientes mais aberta e fluxo de energia mais aberto. Isso é o retrato clássico da conversão de um ambiente natural em área agrícola. Em doutrina de Ecologia aplicada, esse é um exemplo típico de simplificação do sistema e maior dependência de energia e matéria vindas de fora. Se você lembrar da lógica, fica fácil: quanto mais o homem “organiza” o ambiente para produzir, mais o sistema perde fechamento ecológico. Menos reciclagem interna, menos variedade biológica e mais dependência externa. É quase a assinatura de um agroecossistema.