Em uma ETE pode-se observar diferentes níveis de tratamento de esgoto. “Ocorre a degradação biológica de compostos carbonáceos, em que há a decomposição natural de carboidratos, óleos e graxas e de proteínas a compostos mais simples, tais como CO2, H2O, NH3, H2S, etc. A maioria das ETEs construídas atinge esse nível, o que faz com o que o efluente ainda possua quantidades, formas e concentrações significativas de N e P, o que, frequentemente, causa problemas no corpo d’agua receptor.” As informações se referem a:
- A)Primário.
Errada, porque o tratamento primário é בעיקרamente físico e não é o responsável pela degradação biológica da matéria orgânica.
- B)Secundário.
Certa, pois descreve o tratamento secundário, que promove a degradação biológica da matéria orgânica carbonácea.
- C)Terciário.
Errada, porque o terciário é uma etapa complementar voltada a remoções mais avançadas, como nutrientes e poluentes residuais.
- D)Polimento.
Errada, porque polimento é uma fase final de refinamento do efluente, não a etapa principal de degradação biológica citada no enunciado.
Gabarito: B
Em estações de tratamento de esgoto (ETE), os níveis de tratamento costumam ser lembrados assim: preliminar, primário, secundário e, em alguns casos, terciário ou polimento. A questão descreve a etapa em que ocorre a degradação biológica da matéria orgânica carbonácea, com decomposição de carboidratos, óleos, graxas e proteínas em substâncias mais simples, como CO2, H2O, NH3 e H2S. Isso é o coração do tratamento secundário, que usa processos biológicos para reduzir a carga orgânica do efluente. É justamente por isso que o gabarito é a letra B. Nesse estágio, embora muita matéria orgânica já tenha sido removida, o efluente ainda pode sair com nutrientes como nitrogênio e fósforo em quantidades relevantes. E aí nasce o problema clássico: se esse lançamento chega ao corpo d’água sem controle, pode favorecer eutrofização e desequilíbrio ambiental. No tratamento primário, o foco é mais físico: separar sólidos sedimentáveis e materiais em suspensão mais grosseiros. Já o terciário entra como “capricho técnico” para remoções mais específicas, como nutrientes, patógenos e poluentes residuais, elevando a qualidade do efluente. Em termos de doutrina de saneamento, o tratamento secundário é o estágio biológico destinado à remoção da matéria orgânica biodegradável. Então, sempre que o enunciado falar em decomposição biológica da carga carbonácea com geração de gases e compostos simples, pense primeiro nesse nível.