O conceito de resíduos sólidos é vasto e variado e tem se tornado mais difundido nas últimas décadas com o aumento da preocupação ambiental dos países. Sendo assim, os resíduos sólidos, segundo a NBR 10004/2004, podem ser classificados em perigosos e não perigosos, estes do tipo inerte e não inerte. O aterro sanitário é, sem dúvida, a melhor maneira de disposição dos resíduos sólidos urbanos, atendendo plenamente os critérios das normas técnicas e de engenharia. O aterro sanitário é um importante exemplo de obra de engenharia que necessita de manutenção. Sobre como deve ser realizada a manutenção dos aterros sanitários, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Manutenção do sistema de drenagem de chorume.
Correta, porque a manutenção do sistema de drenagem de chorume é essencial para evitar acúmulo, vazamentos e contaminação ambiental.
- B)Por precaução pode-se colocar uma camada de polietileno para garantir total impermeabilidade das camadas.
Errada, porque o uso de camada de polietileno pode fazer parte da impermeabilização do aterro, mas a afirmação de “total impermeabilidade” é tecnicamente inadequada, já que a vedação perfeita não existe na prática.
- C)Ensaios nas águas do lençol freático para verificar se há vazamento do chorume ou transpassando nas camadas de argila.
Correta, pois o monitoramento das águas subterrâneas é uma medida básica para verificar possível contaminação por chorume.
- D)Verificação das tubulações de gás, que, além de prevenir explosões, pela queima do gás, evita o dano de lança o gás metano na atmosfera.
Correta, porque a verificação das tubulações de gás integra a manutenção do aterro e ajuda a evitar explosões e emissões de metano.
- E)Retirada da superfície materiais flutuantes como graxas e óleos, utilizando bombas e raspadores mecânicos para remoção do lodo sedimentado.
Errada, porque a retirada de materiais flutuantes, graxas, óleos e lodo sedimentado é procedimento típico de tratamento de efluentes, não de manutenção de aterro sanitário.
Gabarito: E
O aterro sanitário não é aquele lugar em que o lixo vai e “some” para sempre. Depois do encerramento e também durante a operação, ele precisa de manutenção constante para funcionar com segurança e não virar foco de contaminação. Na prática, isso inclui cuidar da drenagem do chorume, do sistema de gases, da cobertura do maciço e do monitoramento ambiental, especialmente da água subterrânea. A lógica é simples: se o chorume escapar, ele pode contaminar o solo e o lençol freático; se o gás se acumular, pode haver risco de explosão e emissão de metano, que é um gás de efeito estufa importante. Por isso, a manutenção do aterro envolve inspeção de tubulações, testes em poços de monitoramento e verificação de impermeabilização e drenagem. Esses cuidados são coerentes com a Lei 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) e com as exigências técnicas aplicáveis aos aterros sanitários. A alternativa E está incorreta porque descreve procedimentos típicos de tratamento de efluentes e lodos, com retirada de graxas, óleos e lodo sedimentado, o que não corresponde à manutenção de aterro sanitário. Em aterro, o foco é outro: controlar lixiviado, gases e estabilidade ambiental do local, não fazer raspagem de lodo como em estação de tratamento. É a clássica mistura de “ambiente com resíduos” com “sistema de esgoto”, que a banca adora fazer.