Os reatores UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) são mais compactos e baratos do que os meios aeróbios convencionais de tratamento de esgoto. Também são mais eficientes que outros reatores anaeróbios de baixa taxa, como o tanque séptico. No entanto, tais reatores não podem ser usados isoladamente para o tratamento definitivo do esgoto, pois não são capazes de remover patógenos, nem alguns nutrientes como o nitrogênio e fósforo. O tratamento primário com reator UASB é utilizado quando quer se obter um efluente com elevado grau de tratamento, podendo ser empregado tanto em casos residenciais quanto industriais. Trata-se uma das vantagens do uso de reatores UASB:
- A)Deve ser operado com um pós-tratamento para o efluente.
Errada, porque a necessidade de pós-tratamento não é vantagem do reator, e sim uma limitação do sistema anaeróbio.
- B)Alta capacidade de remoção de remoção de DBO; em torno de 95%.
Errada, porque 95% de remoção de DBO não é o desempenho típico do UASB isolado; essa taxa é alta demais para esse processo sozinho.
- C)Baixa capacidade de remoção de nitrogênio, fósforo; e, patógenos.
Errada, porque baixa remoção de nitrogênio, fósforo e patógenos é uma limitação do UASB, não uma vantagem.
- D)Maior tempo de detenção hidráulica e possibilidade de geração de maus odores e de corrosão.
Errada, porque maior tempo de detenção hidráulica e maus odores/corrosão são desvantagens associadas a sistemas anaeróbios mal operados, não benefícios.
- E)Lodo anaeróbico que já sai estabilizado, não sendo necessário um digestor de lodo (como nos sistemas convencionais).
Certa, porque o lodo anaeróbio produzido no UASB já sai estabilizado, reduzindo ou dispensando a necessidade de digestor de lodo.
Gabarito: E
O reator UASB é um tratamento anaeróbio muito usado no Brasil porque ocupa pouco espaço, custa menos e trata bem a matéria orgânica do esgoto. Ele funciona com o esgoto subindo pelo leito de lodo anaeróbio, onde os microrganismos degradam a carga orgânica e formam biogás. Só que, por ser um processo anaeróbio, ele não resolve tudo sozinho: costuma precisar de pós-tratamento para melhorar a remoção de nutrientes, patógenos e outros poluentes residuais. Na prática, o grande trunfo do UASB é gerar lodo já estabilizado. Isso significa que o lodo produzido sai com menor necessidade de digestão adicional, ao contrário de sistemas convencionais que frequentemente exigem digestor de lodo. É por isso que esse tipo de reator é tão querido em projetos de esgotamento sanitário: ele simplifica a linha de tratamento e reduz custos operacionais. A alternativa E está correta justamente por apontar essa vantagem clássica: o lodo anaeróbio já sai estabilizado, dispensando, em regra, um digestor de lodo. Esse é um dos motivos pelos quais os UASB são tão difundidos em estações compactas e mais econômicas. Como referência técnica, a literatura de engenharia sanitária e ambiental, incluindo manuais e diretrizes de tratamento de esgoto, descreve o UASB como reator anaeróbio com boa remoção de carga orgânica e produção de lodo estabilizado, mas com necessidade de pós-tratamento para atendimento mais rigoroso de padrões de lançamento.