Há certas variáveis eliminatórias empregadas com o objetivo de se obter a localização de áreas potencialmente aptas à disposição adequada de resíduos sólidos. São considerados critérios classificatórios mais comumente utilizados para este tipo de planejamento, EXCETO:
- A)Geologia / potencial hídrico.
Correta, porque geologia e potencial hídrico são critérios clássicos para avaliar risco ambiental e vulnerabilidade da área.
- B)Profundidade do lençol freático.
Correta, pois a profundidade do lençol freático é um dado essencial para reduzir risco de contaminação das águas subterrâneas.
- C)Distância para os centros urbanos.
Correta, já que a distância dos centros urbanos é um critério importante para diminuir incômodos e conflitos de uso do solo.
- D)Permeabilidade e espessura dos solos.
Correta, porque permeabilidade e espessura dos solos influenciam diretamente a infiltração e a proteção do subsolo.
- E)Alcalinidade e condutividade elétrica dos solos.
Errada, pois alcalinidade e condutividade elétrica dos solos não são os critérios classificatórios mais comuns nesse planejamento.
Gabarito: E
Na escolha de áreas para disposição adequada de resíduos sólidos, o objetivo é evitar que o lixo vire um problema para o solo, a água e a população do entorno. Por isso, os estudos de localização costumam olhar fatores que realmente indicam segurança ambiental, como geologia, profundidade do lençol freático, permeabilidade do solo e distância dos centros urbanos. A lógica é simples: se o solo é muito permeável, se o lençol freático está raso ou se a área tem características geológicas desfavoráveis, aumenta o risco de contaminação. Já a distância de áreas urbanas entra como critério para reduzir incômodos, custos sociais e conflitos de uso do território. Nessa lista, a banca cobra o que não é critério classificatório mais comum nesse tipo de planejamento. Alcalinidade e condutividade elétrica dos solos podem até aparecer em estudos ambientais mais específicos, mas não são variáveis eliminatórias clássicas para seleção de áreas de disposição final. Elas não têm o mesmo peso prático que os critérios hidrogeológicos e de ocupação do solo. Em termos doutrinários e técnicos, esse tipo de seleção segue a lógica de proteção preventiva prevista na política de resíduos e no licenciamento ambiental, especialmente pela Lei 12.305/2010 e pela atuação técnica em estudos de impacto e viabilidade. Em resumo: quando a questão fala em critérios mais usados para localizar área apta, pense nos fatores que controlam risco de contaminação e impacto ambiental, não em parâmetros químicos menos usuais do solo.