Julgue os itens a seguir, relativos a biorremediação. I Bactérias e fungos são considerados agentes biorremediadores. II Biorreatores, biopilhas e landfarming são técnicas de biorremediação in situ. III A biorremediação utiliza a habilidade dos microrganismos em transformar substâncias perigosas em compostos inertes, água e carbono. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item II está certo.
Errada, porque o item II não está certo e os itens I e III também estão corretos.
- B)Apenas o item III está certo.
Errada, porque o item III está certo e não é o único correto.
- C)Apenas os itens I e II estão certos.
Errada, porque o item II está incorreto, embora os itens I e III estejam certos.
- D)Apenas os itens I e III estão certos.
Certa, pois bactérias e fungos são agentes biorremediadores e a biorremediação transforma contaminantes em पदार्थos menos perigosos, enquanto o item II erra ao classificar como in situ técnicas que não são.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque o item II está incorreto.
Gabarito: D
Biorremediação é o uso de organismos vivos, principalmente microrganismos, para reduzir, degradar ou transformar contaminantes ambientais em substâncias menos perigosas. Na prática, é o jeito “biológico” de limpar o que a atividade humana deixou para trás, aproveitando o metabolismo de bactérias e fungos. O item I está correto: bactérias e fungos são, sim, agentes biorremediadores clássicos, porque conseguem atuar na degradação de diversos poluentes orgânicos. Já o item III também está correto, pois a biorremediação usa a capacidade dos microrganismos de transformar substâncias perigosas em produtos mais simples e menos tóxicos, podendo chegar a compostos inertes, água e gás carbônico. O problema está no item II: biorreatores, biopilhas e landfarming não são técnicas in situ. Elas são, em regra, técnicas ex situ ou, no mínimo, de tratamento com retirada ou manejo do material contaminado fora da condição original do solo. Biorreator é claramente ex situ, e biopilha e landfarming também não entram na ideia clássica de in situ cobrada em prova. Por isso, o gabarito é a letra D: apenas os itens I e III estão certos. A CESPE gosta muito de misturar conceitos parecidos para ver se você separa o “no próprio local” do “tirado para tratar em outro arranjo”.