A pequena participação do relevo no clima de Sergipe se dá para aumentar os totais pluviométricos a barlavento dos planaltos e serras, especialmente nas vertentes mais a sudeste. Esse fato justifica a maior precipitação pluviométrica para os municípios a barlavento da Serra de Itabaiana em relação ao município de Itabaiana que se encontra a sotavento. M. T. M. Diniz et al. Sistemas atmosféricos atuantes e diversidade pluviométrica em Sergipe. In: Boletim Goiano de Geografia, vol. 34, n. 1, p. 17-34, 2014. Internet https://revistas.ufg.br. A designação dada ao tipo de precipitação que ocorre quando a massa de ar úmida encontra um obstáculo do relevo como a Serra de Itabaiana, conforme mencionado no fragmento de texto anterior, é
- A)convectiva.
Errada, porque chuva convectiva ocorre pelo aquecimento intenso da superfície e ascensão do ar por convecção, não pelo choque com o relevo.
- B)frontal.
Errada, porque precipitação frontal acontece na presença de massas de ar com características diferentes, associada a frentes frias ou quentes.
- C)de verão.
Errada, porque “de verão” não é a classificação técnica pedida aqui e não descreve o mecanismo físico do relevo.
- D)orográfica.
Certa, porque a massa de ar úmida é obrigada a subir ao encontrar a serra, gerando chuva orográfica no lado de barlavento.
Gabarito: D
Quando uma massa de ar úmida encontra uma barreira de relevo, como uma serra ou planalto, ela é forçada a subir. Ao subir, o ar esfria, a umidade condensa e a chuva aparece com mais facilidade no lado voltado para o vento, chamado barlavento. É o famoso efeito de “subir, esfriar e chover”. Esse é exatamente o caso citado no enunciado sobre a Serra de Itabaiana: os municípios a barlavento recebem mais chuva porque o relevo funciona como um obstáculo que intensifica a condensação. Já o lado de sotavento tende a ficar mais seco, em razão da perda de umidade antes da descida do ar. Por isso, o gabarito é a letra D, pois a precipitação descrita é a chuva orográfica, também chamada de chuva de relevo. Ela é um tipo clássico de precipitação ligado ao acidente geográfico, e não ao aquecimento local ou ao encontro de frentes atmosféricas. Em prova, vale guardar a ideia-chave: se a chuva acontece porque o ar úmido bate no relevo e sobe, o nome do fenômeno é orográfico. Se a banca falar em montanha, serra, barlavento e sotavento, você já pode desconfiar desse conceito na hora.