No contexto de um aterro sanitário, uma das práticas fundamentais envolve o lançamento controlado de resíduos sólidos sobre o terreno, seguido pelo recobrimento com solo local. Essa operação deve ser realizada de maneira cuidadosamente planejada, resultando na criação de “câmaras” destinadas a isolar o lixo do ambiente circundante. Destaca-se como vantagem da disposição e do tratamento do lixo em aterros sanitários a(o)
- A)rápida degradação de resíduos orgânicos
Errada, porque a degradação de resíduos orgânicos em aterros é limitada pelas condições de baixa oxigenação e não é “rápida”.
- B)implantação em extensão de terreno relativamente pequena
Errada, pois aterros sanitários exigem áreas significativas e estrutura técnica, não sendo uma solução de pequena extensão.
- C)eliminação completa de emissões de gases
Errada, porque a decomposição gera gases como metano e gás carbônico, que precisam ser coletados e tratados.
- D)redução dos riscos de contaminação do lençol freático
Certa, pois o aterro sanitário, com impermeabilização e controle de chorume, reduz o risco de contaminação do lençol freático.
- E)mínimo impacto visual na paisagem
Errada, porque aterros podem gerar impacto visual considerável, mesmo com cobertura e manejo adequados.
Gabarito: D
O aterro sanitário é a forma de disposição final mais controlada para os resíduos sólidos urbanos. Nele, o lixo é depositado em camadas, compactado e coberto com solo, justamente para reduzir odores, vetores, proliferação de animais e, principalmente, proteger o meio ambiente. Não é um simples “jogar lixo no buraco”; existe projeto, monitoramento e sistemas de drenagem de chorume e gases. Por isso, uma das grandes vantagens do aterro sanitário é diminuir o risco de contaminação do solo e, especialmente, do lençol freático. Isso acontece porque o aterro bem projetado usa impermeabilização da base, coleta do chorume e controle operacional, evitando que o líquido percolado infiltre livremente no terreno. As normas brasileiras tratam o tema dentro da política de gestão de resíduos sólidos, com destaque para a Lei 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que privilegia a destinação ambientalmente adequada e o controle dos impactos. Em outras palavras: aterro sanitário não faz mágica, mas faz engenharia para segurar o problema no lugar certo. Assim, a alternativa D é correta porque resume um benefício ambiental central do aterro sanitário: a redução do risco de contaminação das águas subterrâneas. As demais trazem ideias que não correspondem à lógica desse sistema, como degradação rápida, ausência de gases ou impacto visual mínimo absoluto.