A respeito de propulsão de satélites, assinale a opção correta.
- A)Motores com o par bipropelente N2O4 e HNO3 são ideais para missões interplanetárias.
Errada, porque esse par bipropelente não é apresentado como ideal para missões interplanetárias, já que a escolha depende da missão, do desempenho e da arquitetura do sistema.
- B)A propulsão de satélites é empregada unicamente como estágio final da inserção orbital.
Errada, porque a propulsão de satélites não é usada apenas na inserção orbital, mas também em manutenção de órbita, controle de atitude e outras manobras.
- C)Turbobombas são as estratégias mais eficientes para alimentar motores bipropelentes de satélites geoestacionários.
Errada, porque turbobombas são associadas a motores químicos de grande porte, não sendo a solução mais eficiente e usual para alimentar motores bipropelentes de satélites geoestacionários.
- D)A propulsão de satélites de grande porte pode ser bipropelente, monopropelente ou elétrica, sendo esta última considerada propulsão verde.
Certa, porque satélites de grande porte podem usar propulsão bipropelente, monopropelente ou elétrica, e esta última é comumente tratada como propulsão verde por seu alto rendimento e menor consumo de propelente.
- E)Na tecnologia monopropelente, utilizada em satélites geoestacionários, os motores têm até 5 kN de empuxo.
Errada, porque a tecnologia monopropelente em satélites não se define por um limite fixo de empuxo como esse, e a afirmação generaliza indevidamente o uso em satélites geoestacionários.
Gabarito: D
Propulsão de satélites não é uma coisa só, porque a missão manda no motor. Em geral, você encontra soluções monopropelentes, bipropelentes e elétricas, cada uma com sua lógica de uso, custo, complexidade e eficiência. Em prova, a banca adora misturar tecnologia de foguete pesado com satélite em órbita, como se tudo fosse a mesma cozinha espacial. Nos satélites, a propulsão serve para inserção fina em órbita, correções de posição, manutenção orbital, controle de atitude e, em alguns casos, manobras de fim de vida. Em satélites de grande porte, é perfeitamente possível usar sistemas bipropelentes, monopropelentes ou propulsão elétrica, dependendo do objetivo da missão e do orçamento de massa e energia. O ponto-chave do gabarito está na propulsão elétrica. Ela tem altíssima eficiência de consumo de propelente, embora ofereça baixo empuxo, sendo muito usada em missões de longa duração e em vários satélites modernos. Por isso, em contexto de engenharia espacial, ela costuma ser tratada como uma alternativa mais limpa ou "verde" quando comparada às soluções químicas tradicionais. As outras alternativas exageram ou confundem aplicações. Missões interplanetárias não pedem esse tipo de par específico como regra, turbobombas são mais típicas de motores grandes de foguetes, e satélite geoestacionário não se resume a uma única tecnologia nem a limites fixos de empuxo tão simplificados. A banca quer que você perceba a classificação geral e não caia no detalhe sedutor porém errado.