A imagem acima mostra uma pequena queda d’água com o efeito fotográfico conhecido como “véu de noiva”. Para obtê-lo, com sua câmera DSLR, o fotógrafo optou por:
- A)usar o diafragma aberto para aumentar a profundidade de campo;
Errada, porque diafragma aberto aumenta a entrada de luz e diminui a profundidade de campo, mas não cria o efeito de água sedosa.
- B)desfocar a queda d’água para obter o efeito borrado, usando o obturador em velocidade alta e um tripé para evitar que a foto ficasse tremida;
Errada, porque velocidade alta tende a congelar o movimento, não a gerar o borrado típico da queda d'água.
- C)usar o diafragma fechado para diminuir a profundidade de campo;
Errada, porque diafragma fechado aumenta a profundidade de campo e também não produz o efeito de movimento na água.
- D)usar obturador em velocidade baixa para obter o efeito de movimento borrado e um tripé para evitar que a foto ficasse tremida;
Certa, porque a baixa velocidade do obturador registra o movimento da água como borrão suave e o tripé evita que a câmera trema.
- E)usar obturador em velocidade média para obter o efeito de movimento congelado e um tripé para evitar que a foto ficasse tremida.
Errada, porque velocidade média não é a escolha clássica para congelar o movimento da água, e o efeito pedido depende de longa exposição.
Gabarito: D
O efeito “véu de noiva” na fotografia de cachoeira aparece quando a água fica com aspecto macio, sedoso e contínuo, como se estivesse escorrendo em um fio branco. Para isso, o segredo não é “congelar” a queda d’água, e sim deixar o movimento aparecer na imagem. Em câmera DSLR, isso normalmente se consegue com obturador em velocidade baixa, porque a água se movimenta durante a exposição e vira esse borrado elegante. Como a exposição fica mais longa, a câmera não pode tremer, senão a foto inteira sai borrada de um jeito feio, não artístico. Por isso entra o tripé: ele estabiliza o equipamento enquanto a água continua se movendo. Em resumo, movimento na água sim, movimento da câmera não. A alternativa D está correta justamente por juntar esses dois pontos: baixa velocidade do obturador para registrar o rastro do movimento da água e tripé para evitar tremidos. É a lógica clássica da fotografia de longa exposição, muito usada em paisagens e cachoeiras. As pegadinhas da questão brincam com termos técnicos de forma malandra, mas a ideia central é simples: velocidade alta congela, velocidade baixa borra com intenção. E diafragma, aqui, não é o protagonista do efeito; ele entra mais para controlar luz e profundidade de campo, não para criar o véu de noiva.