Ao mixar as fontes de áudio ao vivo, o operador deve
- A)introduzir o novo áudio somente quando o antigo sair do ar para não confundir o ouvinte.
Errada, porque ao vivo não se deve esperar o antigo sair completamente para só depois entrar com o novo, pois isso pode gerar cortes e silêncio indesejado.
- B)introduzir o novo fader antes de tirar o antigo e fazer uma fusão.
Certa, porque a técnica adequada é abrir o novo fader antes de retirar o antigo, realizando uma fusão suave entre as fontes.
- C)evitar a fusão de vozes faladas e trilhas musicais.
Errada, porque não existe regra de evitar fusão entre voz falada e trilha musical; isso é, inclusive, muito comum em produções ao vivo.
- D)fazer apenas a fusão de vozes masculinas e femininas
Errada, porque o tipo de voz, sendo masculina ou feminina, não define a técnica de mixagem; o importante é a transição sonora correta.
- E)evitar fazer a fusão de sons agudos e graves.
Errada, porque a mixagem não depende de evitar a fusão entre sons agudos e graves, e sim de combinar as fontes de modo equilibrado.
Gabarito: B
Ao mixar áudio ao vivo, a ideia principal não é trocar uma fonte pela outra de forma seca, como se alguém apertasse um botão mágico e pronto. Em geral, o operador faz uma transição suave, abrindo o novo fader antes de fechar o anterior, para evitar silêncio brusco e cortes perceptíveis ao público. Isso é o básico da boa operação ao vivo: continuidade, fluidez e ausência de sustos sonoros. Esse procedimento é chamado de fusão ou transição em sobreposição. Na prática, você começa a inserir o novo sinal enquanto o antigo ainda está presente, ajustando os níveis para que a passagem fique natural. Em rádio, evento, palco ou transmissão, isso ajuda a manter a inteligibilidade e a sensação de profissionalismo. Por isso, o gabarito está na letra B. Ela descreve exatamente a técnica correta de abrir o novo fader antes de retirar o anterior, criando uma fusão entre as fontes. É a lógica de mixagem ao vivo: não se corta o som como tesoura, se faz a passagem com cuidado. As demais alternativas tentam criar regras artificiais sobre tipo de voz, gênero, timbre ou combinação entre sons, mas isso não faz parte da técnica de mixagem. O critério real é técnico e musical: controlar níveis, entradas e saídas para que a transição soe limpa e contínua.