Ao fim do processamento de um filme em preto e branco, ao retirar o negativo do tanque, percebeu-se que todas as imagens estavam muito claras, excessivamente transparentes. Diante desse resultado, muito possivelmente, o autor desse erro é
- A)o fotógrafo, que super expôs todas as suas fotos.
Errada, porque superexposição na câmera tende a gerar negativo mais escuro e denso, não mais claro e transparente.
- B)o laboratorista, que deixou o filme por tempo demais no branqueador.
Errada, pois tempo excessivo no branqueador não explica o aspecto típico de negativo pouco revelado e transparente.
- C)o laboratorista, que expôs o filme à luz vermelha no processo de transferência da bobina para a espiral de revelação.
Errada, porque a luz vermelha no manuseio do filme é usada em certas etapas do laboratório e, por si só, não corresponde ao sintoma descrito.
- D)o laboratorista, que deixou o filme menos tempo que o necessário no revelador.
Certa, porque menos tempo no revelador produz sub-revelação, deixando o negativo muito claro e transparente.
- E)o fotógrafo, que abriu a câmera em local iluminado antes de rebobinar completamente o filme.
Errada, pois abrir a câmera com o filme exposto à luz velaria o material, causando perda de imagem e não o padrão descrito no enunciado.
Gabarito: D
Em filme preto e branco, a imagem nasce pela combinação de três momentos: exposição na câmera, revelação no laboratório e fixação/banho final. Se alguma etapa falha, o resultado aparece no negativo como imagem muito escura, muito clara ou até sem contraste. Aqui, o detalhe importante é que o enunciado fala em negativo "muito claro" e "excessivamente transparente", o que indica sub-revelação: a prata não foi suficientemente reduzida no revelador para formar a densidade esperada. Na prática, isso acontece quando o filme fica menos tempo do que o necessário no revelador, ou quando a solução está fraca, muito fria ou esgotada. Sem revelação suficiente, a imagem não ganha corpo no negativo e fica rala, quase fantasma. É um erro clássico de laboratório, e não de exposição na câmera. Por isso o gabarito é a letra D. O fotógrafo até poderia errar a exposição, mas excesso de exposição tenderia a deixar o negativo mais denso, não mais transparente. Já o problema descrito aponta diretamente para uma falha no tempo de revelação, que é uma etapa essencial do processamento químico do filme preto e branco.