Deve-se usar a sensibilidade na hora de compor um enquadramento. Essa é a hora de deixar o artista fluir dentro de você, mas existem algumas regras que servem para ajudar nessa tarefa. A regra dos terços, por exemplo, diz para dividir o quadro em nove quadrantes iguais, usando duas linhas paralelas e igualmente espaçadas na horizontal e mais duas na vertical, e sugere posicionar o foco de interesse
- A)centralizado no quadro, com espaços iguais de todos os lados.
Errada, porque a regra dos terços evita justamente o centro perfeito e simétrico como padrão de composição.
- B)sobre alguns dos pontos de interseção ou sobre alguma das 4 linhas na hora de distribuir os objetos na cena.
Certa, porque a regra dos terços orienta o foco de interesse para os pontos de interseção ou ao longo das linhas imaginárias da grade.
- C)sempre nos quadrantes superiores.
Errada, porque a regra não manda colocar o foco sempre na parte superior do quadro.
- D)no quadro central.
Errada, porque “quadro central” contraria a lógica dos terços, que desloca o interesse do centro.
- E)sempre nos quadrantes inferiores.
Errada, porque a regra não fixa o elemento principal nos quadrantes inferiores.
Gabarito: B
A regra dos terços é um truque clássico de composição visual para deixar a imagem mais equilibrada e interessante. Em vez de colocar tudo no meio do quadro, você divide a cena em 9 partes iguais, com duas linhas horizontais e duas verticais, formando pontos de força na imagem. A ideia é guiar o olhar do espectador para onde importa mais, criando dinamismo sem parecer artificial. Na prática, o foco principal costuma ficar em um dos pontos de interseção dessas linhas ou ao longo delas. Isso vale muito em fotografia, cinema e audiovisual em geral, porque ajuda a evitar enquadramentos “duros” demais, em que o assunto fica travado no centro sem intenção estética clara. É uma regra de composição, não uma obrigação rígida: o bom operador de câmera sabe quando seguir e quando quebrar a regra com propósito. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela descreve exatamente a orientação da regra dos terços: posicionar o interesse visual sobre alguns dos pontos de interseção ou sobre uma das linhas do quadro. As outras alternativas sugerem centralização ou posições fixas que não correspondem a essa técnica.