A guerra biológica se baseia no uso de microrganismos e de seus produtos tóxicos para provocar lesões, enfermidades e morte em homens, animais e plantas. As armas biológicas são únicas em sua habilidade de infligir grande número de baixas em uma ampla área. Ao atingir tropas e populações civis indiscriminadamente, apresenta grande potencial para desencadear epidemias em larga escala, o que as torna armas de destruição em massa, com grande efeito residual. Fonte: Valdi Lopes Tutunji. Guerra biológica: uma revisão. Universitas Ciências da Saúde - vol.01 n.01 - pp. 105-139, 2003. A utilização de agentes biológicos de forma incorreta pode gerar grandes desastres mundiais, portanto dentre as principais caraterísticas que propiciam a difusão da tecnologia de armas biológicas e a sua utilização, identifique a alternativa abaixo que está CORRETA.
- A)Os agentes biológicos apresentam dificuldade de serem produzidos.
Errada, porque muitos agentes biológicos podem ser cultivados ou multiplicados com relativa facilidade em comparação com outras armas de destruição em massa.
- B)A utilização de armas biológicas é difícil de detectar e comprovar.
Certa, pois a presença de um agente biológico pode passar despercebida no início e ser confundida com surtos naturais, dificultando detecção e comprovação.
- C)Apenas as pessoas com uma vasto conhecimento em microbiologia e com muito recurso podem desenvolver as armas biológicas.
Errada, porque a fabricação e o uso de agentes biológicos não exigem necessariamente grande especialização ou muitos recursos, o que amplia o risco de uso indevido.
- D)A dispersão das armas biológicas é feita com técnicas muito dispendiosas.
Errada, porque uma das razões de preocupação com esse tipo de arma é justamente o baixo custo relativo de produção e dispersão, não o contrário.
Gabarito: B
A guerra biológica usa microrganismos, como bactérias, vírus ou toxinas, para causar doença e espalhar medo em grande escala. O perigo dessas armas não está só no dano direto, mas também no fato de que elas podem se espalhar rapidamente, atingir muitas pessoas e ainda deixar dúvida sobre a origem do ataque. É um tema que mistura ciência, saúde pública e segurança internacional, e por isso assusta tanto. Entre as características que favorecem a difusão dessas armas, uma das mais importantes é justamente a dificuldade de detecção. Diferente de uma explosão ou de um ataque químico mais evidente, um agente biológico pode ser confundido no início com um surto natural de doença. Isso atrasa a resposta das autoridades e facilita a propagação. Por isso, a alternativa B está correta: a utilização de armas biológicas é difícil de detectar e comprovar. Essa invisibilidade inicial aumenta o potencial de dano e torna a investigação muito mais complexa. Em geral, não há um sinal imediato claro de que houve ataque, o que dá tempo para a contaminação se espalhar. Vale lembrar que o tema é tratado com seriedade em normas internacionais, como a Convenção sobre Armas Biológicas de 1972, que proíbe desenvolvimento, produção e estocagem desse tipo de armamento. Em prova, a banca costuma explorar justamente esse ponto: o que torna a arma biológica perigosa não é a facilidade, mas a baixa rastreabilidade e o efeito em massa.