É denominado superburro ou supermula o produto do cruzamento da égua da raça Bretã com um jumento. Como a raça Bretã é robusta e forte, os híbridos oriundos desse cruzamento são animais de grande força e muitas vezes com andamento marchado. (https://institucional.ufrrj.br/equideocultura/plantel/muares/superburrus/) O surgimento do superburro ou supermula é explicado pelo isolamento reprodutivo
- A)pré-zigótico do tipo isolamento gamético.
Errada, porque isolamento gamético é pré-zigótico e impede a fecundação, o que não ocorreu aqui.
- B)pós-zigótico do tipo isolamento gamético.
Errada, porque gamético não é mecanismo pós-zigótico; além disso, o híbrido se formou, então não houve bloqueio dos gametas.
- C)pré-zigótico do tipo inviabilidade do híbrido.
Errada, porque inviabilidade do híbrido ocorre quando o embrião não se desenvolve ou morre precocemente, e aqui o animal nasce vivo.
- D)pós-zigótico do tipo esterilidade do híbrido.
Certa, porque o híbrido se forma, mas é estéril, caracterizando isolamento reprodutivo pós-zigótico por esterilidade do híbrido.
- E)pré-zigótico do tipo esterilidade do híbrido.
Errada, porque esterilidade do híbrido não é mecanismo pré-zigótico; ela acontece depois da fecundação, quando o descendente nasce, mas não se reproduz.
Gabarito: D
O ponto central da questão é entender que nem todo cruzamento entre espécies diferentes gera um descendente fértil. Quando a égua da raça Bretã cruza com um jumento, nasce a mula ou o superburro, um híbrido muito conhecido por ser forte, mas geralmente incapaz de se reproduzir. Isso é um exemplo clássico de isolamento reprodutivo pós-zigótico, porque o problema aparece depois da formação do zigoto, isto é, depois da fecundação. Dentro dos mecanismos pós-zigóticos, o mais cobrado em concursos é a esterilidade do híbrido. O embrião se forma, o animal nasce, cresce e até apresenta características úteis dos dois progenitores, mas não produz gametas funcionais. É exatamente o que acontece com a mula, resultado do cruzamento entre cavalo e jumento. Se você lembrar da lógica, fica fácil: pré-zigótico impede a fecundação ou a formação do zigoto; pós-zigótico deixa o zigoto se formar, mas atrapalha a vida reprodutiva do híbrido. Aqui não houve bloqueio da união dos gametas, porque o híbrido nasceu. O defeito está na capacidade de gerar descendentes. Por isso, o gabarito é a letra D. A FGV costuma gostar dessa distinção bem direta entre isolamento pré-zigótico e pós-zigótico, especialmente com exemplos clássicos como mula, ligre e outras crias híbridas que encantam pela força, mas não pela fertilidade.