As vacinas contra a hepatite B são produzidas por engenharia genética. O gene que codifica uma proteína de superfície do vírus, a HBsAg, é isolado e inserido em um plasmídeo que, por sua vez, é introduzido em uma célula da levedura Saccharomyces cerevisiae. A levedura é então cultivada em tanques de fermentação, onde irá produzir as proteínas da superfície viral – essas proteínas serão posteriormente purificadas e usadas na produção das vacinas. A vacina contra a hepatite B, cuja produção foi descrita no texto,
- A)é composta de imunoglobulinas virais produzidas pela levedura.
Errada, porque a vacina não é feita de imunoglobulinas virais, e sim de antígeno proteico produzido por engenharia genética.
- B)confere aos indivíduos imunidade artificial passiva, já que a pessoa imunizada recebe antígenos virais prontos.
Errada, porque vacina gera imunidade ativa, não passiva, e ainda não fornece antígenos prontos, mas sim estimula a resposta do próprio organismo.
- C)é uma vacina recombinante, em razão de conter DNA de organismos diferentes.
Errada, porque conter DNA de organismos diferentes descreve a técnica de DNA recombinante, mas a questão trata do efeito da vacina, não da simples presença de DNA.
- D)não pode causar infecção pelo vírus nos indivíduos imunizados, pois não contém o DNA viral.
Certa, porque a vacina contém apenas a proteína HBsAg produzida pela levedura, sem o DNA viral completo necessário para causar infecção.
- E)contém toxinas virais inativadas (toxoides), que levam o organismo humano a produzir imunógenos contra ela.
Errada, porque toxoides são toxinas inativadas de bactérias, não componentes de vírus, e não é esse o princípio da vacina contra hepatite B.
Gabarito: D
A ideia central aqui é entender que nem toda vacina leva um vírus inteiro para dentro do corpo. No caso da hepatite B, a produção descrita usa engenharia genética para fazer a levedura fabricar apenas a proteína de superfície do vírus, a HBsAg. Depois, essa proteína é purificada e usada como antígeno na vacina. Ou seja, a vacina apresenta ao sistema imunológico um pedaço do agente, suficiente para treinar a defesa, sem entregar o vírus completo de presente. Isso torna a vacina uma vacina recombinante, feita com técnicas de DNA recombinante, mas o ponto mais importante para a questão é outro: ela não contém o DNA viral completo nem o vírus inteiro. Sem o material genético do vírus e sem um agente infeccioso completo, não há como a vacina causar hepatite B. O organismo apenas reconhece o antígeno e monta resposta imunológica, gerando proteção futura. Aqui vale lembrar a diferença clássica de prova: vacina é imunidade ativa, porque estimula o próprio corpo a produzir anticorpos e memória imunológica. Já imunidade passiva ocorre quando você recebe anticorpos prontos, como soro ou imunoglobulina. A banca gosta muito de misturar essas ideias para ver se você tropeça no básico com elegância. Por isso, o gabarito está em D: a vacina não pode causar infecção pelo vírus nos imunizados, pois não contém o DNA viral. Ela tem apenas a proteína de superfície produzida em laboratório, e não o vírus capaz de se replicar e provocar a doença.