Xingu Ensemble. Disponível em: https://cleliodepaula.com/portfolios/xingu-ensemble/ Xingu Ensemble é uma obra imersiva do artista Clelio de Paula. O espectador transita entre representações digitais de pessoas e cenários do povo Kuikuro, do Alto Xingu, em uma experiência produzida a partir da técnica da captura volumétrica e da criação de um ambiente computacional. Trata-se de um exemplo da preservação da memória com o uso de
- A)técnica holográfica.
Errada, porque holografia projeta imagens tridimensionais aparentes, mas não descreve necessariamente a imersão computacional e a navegação em um ambiente digital.
- B)realidade aumentada.
Errada, porque realidade aumentada sobrepõe elementos virtuais ao mundo real, e aqui o enunciado fala em ambiente computacional imersivo criado para o espectador transitar.
- C)reconhecimento facial.
Errada, porque reconhecimento facial é uma técnica de identificação biométrica, não uma linguagem ou recurso de experiência artística imersiva.
- D)realidade virtual.
Certa, porque a obra cria um ambiente digital imersivo em que o espectador circula entre imagens e cenários reconstruídos.
- E)restauração digital.
Errada, porque restauração digital serve para recuperar ou recompor imagens e registros, não para produzir uma experiência imersiva de navegação em espaço virtual.
Gabarito: D
A questão trata de uma obra imersiva que usa recursos digitais para colocar o espectador dentro de um ambiente reconstruído. Quando o enunciado fala em captura volumétrica e criação de um ambiente computacional, está descrevendo uma experiência em que imagens, corpos e cenários são simulados em 3D para produzir sensação de presença. Em Artes Visuais, isso se aproxima da realidade virtual, porque a pessoa não apenas observa a obra: ela entra nela, interage com o espaço e vivencia a narrativa de modo envolvente. A realidade virtual é muito usada em instalações e obras imersivas justamente por permitir a criação de mundos digitais nos quais o público circula como se estivesse dentro da cena. Em vez de projetar uma imagem sobre o real, como ocorre em outras tecnologias, a proposta aqui é construir um ambiente completo, com percepção de espaço, profundidade e deslocamento. Isso combina perfeitamente com a ideia de preservação da memória por meio de simulação sensorial. Por isso o gabarito é a letra D. A obra não está apenas exibindo imagens, mas reconstruindo digitalmente pessoas e lugares para que o espectador experimente uma imersão. Em linguagem de prova, quando o texto insiste em ambiente computacional e trânsito do espectador pelo espaço, a pista costuma apontar para realidade virtual, não para efeitos mais simples de projeção ou sobreposição. Resumo de bolso: se a obra cria um mundo digital navegável e imersivo, pense em realidade virtual. Se fosse apenas um efeito visual aplicado sobre o espaço real, aí a conversa seria outra.