Um dos mais intrigantes fenômenos acústicos é a capacidade, por parte de uma ínfima minoria de pessoas e de músicos, de emitir alturas determinadas sem qualquer referência acústica prévia. MENEZES, F. A acústica musical em palavras e sons. Cotia/SP: Ateliê Ed., 2003, p. 124. O trecho descreve o fenômeno auditivo denominado de ouvido
- A)absoluto.
Certa: ouvido absoluto é a capacidade de identificar alturas musicais sem qualquer referência prévia.
- B)máximo.
Errada: não existe, em teoria musical, um fenômeno consagrado com esse nome para essa definição.
- C)relativo.
Errada: ouvido relativo depende de comparação entre sons, e não da identificação imediata de uma nota isolada.
- D)externo.
Errada: externo não é uma classificação musical desse fenômeno auditivo.
- E)interno.
Errada: interno remete à anatomia do ouvido, não à habilidade de reconhecer alturas musicais.
Gabarito: A
O enunciado descreve uma capacidade auditiva muito específica: a de identificar ou produzir uma altura musical sem precisar de nota de referência. Isso é o chamado ouvido absoluto, também conhecido como pitch perfeito. Na prática, a pessoa reconhece um som e já sabe dizer se é um Dó, um Lá, um Fá sustenido, como se o cérebro tivesse um “rótulo” interno para cada altura. Esse fenômeno é raro e costuma aparecer em músicos com treinamento muito precoce, embora não seja uma regra absoluta. Ele não depende de comparação com outro som, o que o diferencia do ouvido relativo, que funciona por relação entre notas e intervalos. Aqui, o ponto central da questão é justamente a ausência de referência acústica prévia. Por isso, a alternativa correta é a letra A, porque “ouvido absoluto” é o nome técnico do fenômeno descrito no trecho. As demais opções tentam confundir com termos genéricos ou com conceitos que não correspondem à percepção de altura musical. Em prova, sempre que aparecer a ideia de reconhecer alturas isoladas, sem comparação anterior, pense imediatamente em ouvido absoluto. Se houver comparação entre notas, aí o caminho é outro.