O grupo de dissidentes do Salão de Maio resolveu reunir-se aos integrantes do Grupo Santa Helena, no ano de 1937. Com a união desses artistas forma-se:
- A)O Salão Nacional de Belas Artes.
Errada, porque o Salão Nacional de Belas Artes era uma instituição/exposição oficial, não o nome da união formada em 1937.
- B)A Família Artística Paulista – FAP.
Certa, porque a união dos dissidentes do Salão de Maio com o Grupo Santa Helena deu origem à Família Artística Paulista (FAP).
- C)O Clube dos Artistas Modernos – CAM.
Errada, porque o Clube dos Artistas Modernos (CAM) é um grupo anterior e distinto, ligado ao modernismo paulistano dos anos 1930.
- D)A Sociedade Pró-Arte Moderna – SPAM.
Errada, porque a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) também foi um agrupamento específico do modernismo paulista, mas não a formação resultante da união citada.
Gabarito: B
A questão cobra um momento importante da arte brasileira em São Paulo, quando vários grupos modernistas e de vanguarda começaram a se aproximar e reorganizar suas forças. Nos anos 1930, o cenário artístico paulista era marcado por encontros, dissidências e alianças entre artistas que queriam renovar a produção visual no Brasil, fugindo do academicismo tradicional. O Grupo Santa Helena reunia artistas de formação diversa, muitos deles ligados ao trabalho de atelier e à observação do cotidiano urbano. Já os dissidentes do Salão de Maio vinham de uma experiência mais experimental e modernizante. Em 1937, a união desses dois núcleos resultou na formação da Família Artística Paulista, conhecida pela sigla FAP, que virou referência na organização da arte moderna em São Paulo. Por isso, o gabarito B está correto: a junção desses artistas não criou um salão, nem um clube ou sociedade já existentes, mas sim uma nova articulação chamada Família Artística Paulista. É uma típica questão de memória histórica da arte moderna brasileira, em que a banca gosta de testar quem confunde nomes parecidos e siglas famosas. Em termos doutrinários, esse período é frequentemente associado à consolidação do modernismo paulista, com grupos que buscavam identidade estética própria e maior autonomia frente às instituições oficiais. Aqui, o ponto central é reconhecer a composição histórica do grupo, e não apenas lembrar um nome solto.