Prática através da qual povos indígenas arrancam as penas verdes dos psitacídeos e no local esfregam certas substâncias vegetais ou animais, como o sangue ou secreções de anfíbios; assim, as penas, ao crescerem novamente, adquirem a cor amarelo-alaranjado usadas na arte plumária. Esta prática de tingimento de penas, utilizada por povos indígenas, denomina-se:
- A)Aturá.
Aturá não corresponde à técnica de tingimento de penas descrita no enunciado, sendo um termo sem relação com esse processo específico.
- B)Litxokó.
Litxokó não designa a prática de modificar a cor das penas por meio de substâncias aplicadas após a retirada das plumas.
- C)Tapiragem.
Tapiragem é exatamente o nome da prática indígena de alterar a cor das penas para uso na arte plumária.
- D)Mutsukule.
Mutsukule não é o termo usado para esse método de tingimento biológico das penas de psitacídeos.
Gabarito: C
A questão trata de uma prática ligada à arte plumária indígena, isto é, ao uso de penas em adornos e objetos cerimoniais. Em vários povos indígenas, a cor das penas tem valor estético e simbólico, então certos procedimentos tradicionais foram criados para modificar sua coloração. Aqui, o enunciado descreve exatamente o processo em que se arrancam as penas verdes de psitacídeos e se aplicam substâncias vegetais ou animais no local para que, quando as penas voltarem a crescer, apareçam amarelo-alaranjadas. Esse procedimento recebe o nome de tapiragem. É um termo usado na literatura sobre etnologia e arte plumária para designar essa técnica de tingimento biológico das penas, muito associada à produção de adornos indígenas. Ou seja, não é um nome de objeto, nem de grupo, mas sim da prática de alterar a cor das penas por meio desse método específico. Por isso, o gabarito C está correto: a descrição do enunciado bate com a definição clássica de tapiragem. Em provas de Artes Visuais, especialmente quando o tema é cultura e patrimônio, a banca costuma cobrar esses vocábulos próprios da tradição indígena, valorizando a precisão conceitual. Se você lembrar da imagem mental da pena mudando de cor por um processo intencional e tradicional, já matou a questão. Aqui, o segredo foi reconhecer a técnica, não apenas o objeto final da arte plumária.