Hoje, múltiplos são os públicos de dança que se interessam em vir a Joinville, uns para dançar, outros para assistir aos espetáculos e muitos para aprimorar o conhecimento sobre dança. Temos muito orgulho de ver o Festival de Dança de Joinville como ponto de encontro de todas as tribos. Talvez a questão mais difícil para nós seja fazer com que essas tribos conversem entre si e deixem de ser verdadeiros guetos. Algumas são água e óleo, não se misturam. Tomazzoni, A.; Wosniak, C.; Marinho, N. Algumas perguntas sobre dança e educação (com adaptações). Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta em relação ao Festival de Joinville.
- A)Articulação entre as diferenças na dança é o principal desafio do festival.
Correta: o texto aponta justamente o desafio de aproximar públicos diferentes e fazer as diferenças dialogarem.
- B)A dança erudita deve ser exaltada e o popular e folclórico, menosprezado.
Errada: o enunciado não hierarquiza dança erudita, popular ou folclórica, muito menos desvaloriza alguma delas.
- C)Controvérsia prejudica o festival e deve ser banida do evento.
Errada: o texto fala em diálogo entre grupos, e não em banir controvérsias ou diferenças do evento.
- D)Diálogo é um fundamento para o rompimento entre os guetos.
Errada: diálogo serve para aproximar e não para romper guetos; a ideia é integração, não separação.
- E)E Competição é ímpar e essencial para a manutenção do festival.
Errada: a competição não aparece como elemento essencial do festival no trecho apresentado.
Gabarito: A
A questão trabalha a ideia de festival cultural como espaço de encontro, e não como território fechado em “tribos” que não se comunicam. No trecho, os autores dizem que há públicos diferentes: quem dança, quem assiste e quem busca aprender. Isso mostra pluralidade de interesses e, ao mesmo tempo, um desafio de convivência entre grupos com visões, práticas e objetivos distintos. No Festival de Dança de Joinville, o ponto central não é escolher um grupo e apagar os outros, mas fazer com que as diferenças coexistam e conversem. Em artes visuais e em outras linguagens artísticas, essa lógica de circulação entre públicos, estéticas e repertórios é essencial: a cultura ganha força quando há troca, e não quando cada grupo fica trancado no seu próprio “gueto”. Por isso, a alternativa A está correta: o principal desafio é articular as diferenças na dança, aproximando públicos diversos e promovendo diálogo entre eles. A própria passagem fala em “fazer com que essas tribos conversem entre si”, o que praticamente entrega a ideia central da questão. As demais alternativas distorcem o texto, porque transformam convivência em hierarquia, censura, separação ou competição obrigatória. Aqui, a banca quer que você leia o enunciado com atenção e perceba que a ênfase está na integração dos diferentes perfis de participantes do festival, não em exclusão ou disputa.