No que se refere ao emprego de tecnologias nas aulas de arte, é correto afirmar que aparelho celular
- A)pode ser utilizado livremente pelo professor, sem planejamento.
Errada, porque uso livre e sem planejamento transforma o celular em improviso, e não em recurso pedagógico.
- B)distrai o aluno do conteúdo programático, por isso não deve ser utilizado nesse tipo de aula.
Errada, porque o celular pode ser incluído de forma orientada nas aulas de arte, sem ser tratado apenas como distração.
- C)pode ser utilizado como recurso tecnológico, mas não como recurso didático-pedagógico.
Errada, porque tecnologia e recurso didático-pedagógico não são coisas separadas: o celular pode ser ambos, conforme o uso.
- D)pode ser utilizado como instrumento pedagógico de ensino e aprendizagem, desde que sob orientação do professor.
Certa, porque o celular pode apoiar ensino e aprendizagem quando usado com orientação e finalidade pedagógica.
- E)promove a exclusão social e comunicacional, por isso não deve ser incluído no planejamento das aulas.
Errada, porque a inclusão tecnológica bem planejada pode ampliar acesso, participação e comunicação, em vez de excluir.
Gabarito: D
Nas aulas de arte, o aparelho celular não deve ser visto como vilão automático nem como solução mágica. Tudo depende da intenção pedagógica: se houver planejamento, mediação do professor e relação clara com o conteúdo, ele pode virar ferramenta de pesquisa, registro, criação, apreciação e compartilhamento de produções artísticas. Em outras palavras, o celular pode sair do papel de distração e entrar no jogo da aprendizagem. Na prática, ele pode servir para fotografar obras e processos, gravar vídeos curtos de performances, pesquisar referências visuais, usar aplicativos de edição, montar portfólios digitais e até apoiar atividades de leitura de imagens. Isso combina com a ideia de tecnologias como recursos didático-pedagógicos, e não apenas como gadgets bonitos na mochila. Por isso, a alternativa correta é a D: o celular pode ser usado como instrumento pedagógico de ensino e aprendizagem, desde que sob orientação do professor. A lógica é simples: tecnologia na educação precisa de direção, objetivo e critérios, não de uso aleatório. Sem isso, vira barulho; com isso, vira aprendizagem. Como apoio normativo, a BNCC incentiva o uso crítico e criativo de tecnologias digitais nas práticas escolares, inclusive nas linguagens artísticas. Então, o ponto central aqui é pedagógico: o celular não substitui o professor, mas pode ampliar as possibilidades da aula quando bem conduzido.