Considerando que as novas tecnologias devem ser utilizadas como recursos para ajudar os estudantes a ter mais interesse nas aulas, assinale a opção correta.
- A)A função do arte-educador é garantir a formação tecnológica em sala de aula; a prática das técnicas artísticas tradicionais, como desenho, pintura e escultura, deve ser um recurso secundário em seu planejamento.
Errada: inverte prioridades ao tratar a formação tecnológica como função principal e rebaixar as técnicas tradicionais, quando a arte-educação integra diferentes linguagens.
- B)Por não serem contempladas no ensino tradicional de arte, as novas tecnologias não constituem um importante recurso de ensino e aprendizagem no campo de ensino da arte.
Errada: as novas tecnologias são, sim, recursos importantes de ensino e aprendizagem em arte, ampliando repertório, acesso e produção estética.
- C)O papel do educador de arte na era digital é obsoleto e dispensável, visto que as novas tecnologias se baseiam no processo de autoinstrução programada do aluno.
Errada: o professor de arte não se torna obsoleto, pois sua mediação continua essencial para orientar leitura, criação e uso crítico das tecnologias.
- D)Aliada às novas tecnologias, a produção artística promove a interdisciplinaridade, a comunicação e a significação técnico-bancária nas práticas pedagógicas em sala de aula.
Errada: a expressão "significação técnico-bancária" não faz sentido no contexto pedagógico e a formulação mistura conceitos de forma inadequada.
- E)O professor de arte deve guiar o aluno quanto às tecnologias da informação e comunicação (TIC), sendo o mediador no processo educacional artístico, sem competir com o estudante em conhecimento.
Certa: o professor deve orientar o uso das TIC e atuar como mediador, conduzindo o aluno no processo artístico sem substituir sua autoria ou competir com ele.
Gabarito: E
Na educação em Artes Visuais, as novas tecnologias entram como ferramenta de apoio, e não como substitutas do professor ou das linguagens artísticas tradicionais. A ideia central é usar recursos digitais, internet, imagens, vídeos, softwares e TIC para ampliar repertório, criar mais conexão com o estudante e enriquecer a experiência estética. É aquele empurrãozinho que prende a atenção sem transformar a aula em um passeio sem rumo pela tela. O professor de arte continua tendo papel essencial como mediador: ele organiza, provoca, orienta a leitura das imagens e ajuda o aluno a criar com sentido. Na prática, isso significa articular tecnologia, reflexão e produção artística, sem cair no tecnicismo nem na ideia de que o aluno aprende sozinho apenas porque está conectado. O foco não é a máquina, mas a aprendizagem artística que ela pode favorecer. Por isso, a alternativa E está correta: ela destaca justamente o professor como mediador no uso das TIC, guiando o estudante no processo educacional artístico. Isso combina com uma visão contemporânea do ensino de arte, em que a tecnologia ajuda, amplia e dialoga com a criação, mas não elimina a presença pedagógica do docente. Já a LDB (Lei 9.394/1996), especialmente ao tratar da educação como formação integral e do dever da escola de promover o desenvolvimento do aluno, sustenta essa lógica de mediação e aprendizagem significativa. Em Artes, o ensino não é só técnica nem só ferramenta digital: é experiência, leitura, criação e interpretação.