Determinado movimento artístico nascido na Alemanha resgatou as características de linguagens que haviam desaparecido, como a subjetividade, a referência histórica, o conteúdo reconhecível e a crítica social. Esse movimento retomou a pintura de cavalete a pincelada violenta, o traço marcante e personalizado e a técnica da escultura entalhada e moldada pelo próprio artista. O texto precedente refere-se ao movimento denominado
- A)Minimalismo.
Errada, porque o Minimalismo busca redução formal, impessoalidade e simplicidade extrema, não subjetividade nem pincelada expressiva.
- B)arte conceitual.
Errada, porque a arte conceitual privilegia a იდეia sobre a execução material e geralmente afasta a pintura gestual e a escultura manual destacada no enunciado.
- C)Expressionismo abstrato.
Errada, porque o expressionismo abstrato valoriza o gesto e a emoção, mas não a retomada de conteúdo reconhecível e de crítica social com esse viés histórico posterior.
- D)Neoexpressionismo.
Certa, porque o Neoexpressionismo recupera subjetividade, figuração, dramatismo, pincelada intensa e referências históricas, inclusive com forte presença alemã.
- E)Realismo.
Errada, porque o Realismo do século XIX está ligado à representação do cotidiano e à crítica social, mas não a esse contexto de retomada pós-moderna das linguagens artísticas.
Gabarito: D
O enunciado descreve um retorno a elementos que tinham ficado em segundo plano na arte do século XX, como a figura reconhecível, a carga emocional, a pincelada mais agressiva e a marca pessoal do artista. Isso aponta para uma reação contra a frieza de certas tendências minimalistas e conceituais, valorizando novamente a expressividade e a presença do gesto. Esse movimento surgiu na Alemanha e ficou conhecido por recuperar a pintura e a escultura com forte intensidade subjetiva, frequentemente com crítica social e referências históricas. Na prática, é como se a arte dissesse: "chega de tanta secura, vamos sujar a tinta e falar de gente de verdade". Por isso, o texto cita a pintura de cavalete, o traço personalizado e a escultura entalhada ou moldada pelo próprio artista. Esses são sinais bem típicos do Neoexpressionismo, que retoma o impulso expressivo do expressionismo, mas em diálogo com o contexto contemporâneo. O gabarito é a letra D porque o Neoexpressionismo reativa justamente essas características: subjetividade, conteúdo reconhecível, dramaticidade formal e crítica social. Ele aparece como resposta à abstração radical e ao rigor conceitual, recolocando a imagem, o corpo e a emoção no centro da obra. Em linguagem de prova, quando a questão fala em "resgatar" o que havia desaparecido, a pista está toda aqui.